InícioNotícia escrita porXavier Rodríguez-Martín, Empresário

Achávamos que a Internet nos ia ajudar a comunicar sem limites e a fomentar o ultrapluralismo de opiniões, mas pode acabar por nos encapsular em grupúsculos de ideias fechadas.

As empresas melhor adaptadas aos desafios de cada momento serão aquelas que consigam o equilíbrio evolutivo entre as componentes digital e emocional de todas as suas actividades.

A evolução tecnológica tem sido historicamente a principal alavanca do bem-estar social, mas sempre criou vítimas circunstanciais que a sociedade tem de reconhecer e proteger.

A fórmula de exigir aos empresários mais investimento em troca de menor regulação não deverá garantir a recuperação dos postos de trabalho que deixaram de existir.

A política económica não pode limitar-se a um jogo distributivo de soma zero porque, para funcionar e ser sustentável, exige cooperação entre os diferentes agentes.

Em 2017 continuará a integração das tecnologias e a desintegração social das pessoas, criando muito valor para os utilizadores, mas destruindo riqueza e capital social.

Concentramo-nos muito no empreendimento e pouco no crescimento real da economia, que só pode ser sustentado nas PME, a verdadeira espinha dorsal de qualquer sociedade economicamente saudável.

O processo de maquilhar a realidade, mas no âmbito político, tem sido fundamental para canalizar o voto dos descontentes, atingindo um sucesso improvável há ainda poucos anos, mas hoje quase garantido para esta nova geração de “hackers” da democracia.

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