InícioNotícia escrita porXavier Rodríguez-Martín, Empresário

Às vezes penso que os jovens passam tanto tempo a olhar para os telemóveis porque o mundo que lhes estamos a deixar é capaz de não ser assim tão bom, sem crianças, sem dinheiro e sem tempo.

É verdade que, depois de Tiananmen, o capitalismo salvou a China, mas também é justo reconhecer que, depois da crise de 2007, tem sido a China a salvar o capitalismo global.

A procura desenfreada de novidades nas nossas vidas é adornada de uma componente de sofisticação que tenta esconder o que habitualmente não ultrapassa a banalidade.

Serão precisas doses redobradas de ponderação, bom senso e pragmatismo realista para garantir a paz e manter a coesão que caracterizou o modelo social europeu nas últimas décadas.

Num período de tempo provavelmente mais breve do que antecipamos, as novas tecnologias conseguirão criar uma verdadeira realidade paralela à nossa volta.

Sem cidadãos minimamente informados, será cada vez mais fácil manipular e polarizar a sociedade, com um risco crescente de instabilidade e de recessão democrática.

Perante a volatilidade e a intensidade destas mudanças, o desafio será dotar-nos de doses reforçadas de pragmatismo para gerir um presente desafiante sem pensar demasiado no futuro.

A tecnologia nunca foi neutra, mas o facto de ter passado a ser universalmente acessível levanta questões há pouco impensáveis, como a proliferação de movimentos populistas de base digital.

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