InícioNotícia escrita porTiago Moreira Salgado, Gestor

As consequências das políticas mantidas pelos bancos centrais são imprevisíveis e potencialmente catastróficas, mas serão visíveis num futuro não muito longínquo.

É preciso fazer o que ninguém quer discutir. É mandatório reestruturar a dívida portuguesa. É preciso negociar e convencer a Europa a ser mais solidária com Portugal.

Espera-se uma valorização de ativos considerados seguros e de refúgio num cenário de crise, nomeadamente o Ouro e Obrigações do Tesouro de países como a Alemanha e os EUA.

A continuação das políticas monetárias de taxas de juro negativas implica que os participantes no sistema financeiro continuem a assumir mais risco nos seus investimentos se quiserem obter taxas de rentabilidade mais interessantes.

Na Grã Bretanha, Canadá e Estados Unidos da América já existem ou estão a ser preparados veículos especiais para a poupança. A sua flexibilidade faz com que sejam particularmente atractivos para indivíduos com baixos rendimentos.

"Observamos, pois, nos países ocidentais desenvolvidos, uma clara divisão na sociedade, talvez nunca, pelo menos nas décadas mais recentes, tão acentuada como hoje".

As eleições presidenciais em França, pois apresentam um risco enorme de destruição de valor nos mercados financeiros e, no limite, de morte da moeda única.

O aumento da disparidade entre rendimentos e riqueza dos mais ricos e mais pobres é consequência de uma não adequada utilização do capital injetado na economia pelas políticas monetárias expansionistas.