InícioNotícia escrita porRoberto Figueira, Funchal BDO

Estamos ainda a alguns meses de poder perceber qual será o real efeito destas medidas, mas, as primeiras ilações que se podem tirar, são de que o principal objetivo será o de desincentivar a contratação de trabalhadores independentes, tornando este sistema menos atrativo, em relação à relação laboral mais comum.

O exercício de reivindicação dos meus direitos, nunca pode ou nunca deveria colocar em causa os direitos dos restantes cidadãos. Dir-me-ão, tal acontece frequentemente. É normal. É a Lei. Pois, mude-se a Lei. Haja coragem política para isso.

Afirma quem sabe que, o rácio dos benefícios pagos pela Segurança Social versus as contribuições pagas pelos contribuintes, é claramente superior para os benefícios atribuídos. Chegados aqui, haverá quem diga, tem mesmo que ser assim, por isso é que é um sistema social. Impõe-se então a pergunta fatal, e quem paga a diferença?

Mas, sabemos no entanto, que existem áreas da nossa sociedade, por exemplo transportes, em que há valores que não podem ser ultrapassados, e falo naturalmente do tratamento que a linha aérea Lisboa Funchal tem tido por parte da TAP.

Uma empresa que procura melhorar a sua capacidade produtiva, procura melhorar os recursos dos seus colaboradores, que incrementa sistemas de produção para garantir melhor serviço ao cliente, que aplica estes meios por exemplo em políticas de expansão, deve ser naturalmente ser um investidor apoiado, pelas razões óbvias.

Com esta sistemática evolução dos normativos, alterações fiscais, alterações na forma como o contribuinte se relaciona com a Autoridade Tributária, o papel do Contabilista Certificado tornou-se indispensável, e com uma exposição e reconhecimento público muito maior, o que se saúda.

E digo isto porque efetivamente a partir de agora, será mais fácil para um qualquer cidadão, decidir se avança ou não para um crédito, e se sim, perceber de forma mais assertiva entre todas as propostas bancárias que tiver, por qual deve decidir.

Este novo sistema não é mais do que uma clara aproximação ao Sistema de Normalização Contabilística para as empresas privadas, com as devidas e necessárias adaptações. É por consequência, uma uniformização dos regimes contabilísticos europeus, cujo objetivo é naturalmente facilitar a leitura de todas as peças financeiras e contabilísticas do setor empresarial do Estado, com uma grande vantagem que é, o da comparabilidade.

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