InícioNotícia escrita porRicardo Monteiro, Comentador

Num primeiro momento, o capitalismo é inovador, criador e democratizador de riqueza. Mas Marx não se enganou quanto ao “segundo momento”. Depois da disrupção criadora, as grandes empresas concentram-se em assegurar rendas.

Temos que recuperar a nossa sanidade. Devemos voltar aos princípios fundadores da sociedade humana: preocupação pelo outro, preocupação pela nossa casa comum.

Se o que tiver para vender for o seu trabalho, por muito que seja, num país como Portugal, a probabilidade que fique como está é muito grande. Remediado ou próximo disso.

Não é possível usufruir de uma vida de abastança rodeados de miséria quando ela é obtida graças a uma maciça transferência de rendimentos do trabalho para o capital.

Sempre que alguém citar uma estatística, tente saber um pouco mais. A opinião informada tem que ser formada. E depende de cada um de nós chegar à verdade mais ampla.

O FMI tem uma coisa boa: às vezes admite que erra. Infelizmente tem o hábito de apenas o fazer depois de ter espalhado as suas misérias.

Os benefícios decorrentes da eliminação de empregos por automatização não podem engrossar apenas a remuneração de acionistas.