InícioNotícia escrita porRicardo Monteiro, Comentador

Pensar que o que aconteceu em Lisboa e Porto foi uma desgraça é, pura e simplesmente, falso. Pulsam de vida e de atividade. E levantaram o País consigo.

Se observarmos o grupo etário de homens ativos situado entre os 24 e os 55 anos, um grupo não afetado por nenhuma das três boas razões pelas quais há cada vez menos homens a trabalhar, verificamos que também aí a percentagem de inativos passou de uns meros 4% em 1950 para uns significativos 11% hoje.

É a primeira vez na história da humanidade que estamos confrontados com uma tecnologia que se destina não a substituir uma outra mas sim a substituir-nos a nós próprios.

Num primeiro momento, o capitalismo é inovador, criador e democratizador de riqueza. Mas Marx não se enganou quanto ao “segundo momento”. Depois da disrupção criadora, as grandes empresas concentram-se em assegurar rendas.

Temos que recuperar a nossa sanidade. Devemos voltar aos princípios fundadores da sociedade humana: preocupação pelo outro, preocupação pela nossa casa comum.

Se o que tiver para vender for o seu trabalho, por muito que seja, num país como Portugal, a probabilidade que fique como está é muito grande. Remediado ou próximo disso.

Não é possível usufruir de uma vida de abastança rodeados de miséria quando ela é obtida graças a uma maciça transferência de rendimentos do trabalho para o capital.

Sempre que alguém citar uma estatística, tente saber um pouco mais. A opinião informada tem que ser formada. E depende de cada um de nós chegar à verdade mais ampla.

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