InícioNotícia escrita porRicardo Leite Pinto, Professor Universitário

Em vista das eleições de 2019, o PSD e o seu novo chefe deveriam começar a preparar um programa de reformas profundas do Estado, reequacionando as suas funções e os seus fins.

Não há o menor vislumbre dos crimes de rebelião, de sedição e ainda menos de malversação. Essas decisões só podem ter sido ditadas por "excesso de zelo", porque se assim não aconteceu e representaram cedência às pressões do poder executivo.

Tudo o que deveria ter sido esclarecido na audiência parlamentar do ministro Vieira da Silva não só não o foi como contribuiu para criar uma espécie de nuvem de fumo que visa ilibá-lo de qualquer responsabilidade política.

A austeridade ainda não saiu daqui, como podemos constatar ao fim do mês na parte do recibo do vencimento que reflecte a dedução fiscal.

Medidas de médio prazo que preparem o país e o orçamento para soluções como as que já existem nas Canárias, quanto à dessalinização ou gestão mista de recursos hídricos, nem em sonhos.

A expressão em causa, que hoje funciona como anátema contra os assaltantes do erário público, foi, na sua origem, promovida pelos que disso eram acusados.

No balanço de responsabilidades do pós-Pedrógão não há uma linha sobre o IPMA, pelos resumos que leio nos jornais. Será que não as teve?

A memória é curta mas suponho não ter havido em Portugal uma campanha mediática tão intensa para denegrir um político e valorizar outro.