InícioNotícia escrita porRicardo Leite Pinto, Professor Universitário

A expressão em causa, que hoje funciona como anátema contra os assaltantes do erário público, foi, na sua origem, promovida pelos que disso eram acusados.

No balanço de responsabilidades do pós-Pedrógão não há uma linha sobre o IPMA, pelos resumos que leio nos jornais. Será que não as teve?

A memória é curta mas suponho não ter havido em Portugal uma campanha mediática tão intensa para denegrir um político e valorizar outro.

Estamos perante um animado estado de espírito que encara o primeiro-ministro como uma espécie de milagreiro. E todos sabemos como o povo português é dado a milagres.

A entrevista devia ser lida por todos os portugueses. E dessa leitura deveria sair um clamor de tal forma audível que não pudesse deixar de incomodar os ouvidos dos atuais governantes.

A greve geral da Autoeuropa é essencialmente política e obedece à estratégia do PCP no contexto da “geringonça” que nos vai desgovernando.

Sem informação livre e sem verdadeira liberdade opinativa o estatuto dos cidadãos numa democracia fica em crise. E quem não sabe não pode escolher bem.

Passados quase dois meses das tragédias de Pedrógão e Tancos, o que é que fazem os senhores ministros da Administração Interna e da Defesa Nacional nos seus lugares?