InícioNotícia escrita porRenato Carmo, Professor Universitário (ISCTE-IUL)

Seria importante enquadrar na análise destes casos, e respetivas condutas lesivas, as crescentes e sofisticadas dinâmicas de 'financeirização' que marcam o atual sistema capitalista.

É preciso desmantelar os fundamentos económicos e sociais do neoliberalismo, ou seja, reverter algumas das políticas de privatização e de liberalização que vêm do passado.

Politizar significa demonstrar que a pobreza é uma questão pública e de todos, cuja resolução e erradicação não passa pela mera alteração das “mentalidades individuais”.

Fica a ideia de que o empreendedor não envelhece, não ganha peso, não perde cabelo, pelo contrário, é por natureza irrequieto e está sempre a mover-se agilmente de um país para o outro.

O desafio de recuperação e de religação do território ao país é colossal e não se resolve apenas com a urgência da resposta. Exige uma organização planificada e multissetorial.

Precisamos de uma política para a vida de todos os dias, capaz de se desamarrar dos bastidores da política dos interesses que, por sua vez, se encontra confinada às restritas elites de sempre.

Assistiu-se a movimentações relevantes na alteração do sentido de voto em relação a 2013. Isso é um dado muito positivo e revigorante. Quer dizer que a democracia funciona.

"O regresso" representa nos dias de hoje um enorme slogan publicitário anunciado até à exaustão pelas marcas de material escolar e desportivo, pelas grandes superfícies e lojas de roupa.

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