InícioNotícia escrita porRaul de Almeida, Consultor

Hoje votamos por exclusão de partes, no mal menor ou, com muita sorte, se reconhecemos em alguém uma comunhão de interesses ocasional. É pouco. É perigosamente pouco.

Sempre se disse que Vieira da Silva é politicamente muito forte, daí Sócrates e Costa, duas faces da mesma má moeda, não prescindirem dos seus serviços. O problema para nós, é que no PS ser politicamente forte é ser implacável na colonização do Estado pelos boys.

Populismo é prometer o que não se tenciona fazer, compromisso é cumprir a palavra dada.

O ser humano tem várias dimensões, sendo a sexual apenas uma delas. As dimensões moral, cultural, social e ética devem coexistir harmoniosamente com a dimensão sexual sob pena de desequilíbrio.

Convirá recordar que os grandes monstros que a história recorda são precisamente os que se libertaram deste princípio de inviolabilidade da vida humana, do respeito do seu curso natural, da noção da sua transcedência.

As manifestações espontâneas do passado fim-de-semana foram uma lufada de ar fresco. Não havia cartazes violentos, palavras de ordem estudadas e testadas, afinação profissional.

No dia de hoje falta ainda saber se, irritado com o baronato e inconformado com a fatalidade das jogadas de bastidores, Santana Lopes tentará resgatar o PPD/PSD em que acredita.

Irrita a nomenclatura que o Povo do Porto decida pela sua cabeça e entregue a gestão do seu destino coletivo a um dos seus, sem partidos, nem interesses de Lisboa pelo meio.