InícioNotícia escrita porNuno Cintra Torres, Professor Universitário

Políticos e partidos deixaram-se aprisionar pelo populismo primário clubístico, não distinguindo entre os interesses privados dos clubes, a missão pública dos partidos e as responsabilidades do Estado.

Imagine-se a posição cimeira em que Portugal poderia estar hoje se os milhares de milhões sugados tivessem sido aplicados no desenvolvimento dos portugueses…

É fundamental que as empresas expliquem por que razão os valores da iniciativa e propriedade privada nas democracias liberais são úteis e necessários ao progresso dos cidadãos e das suas famílias.

A legislação agora adotada deve ser o princípio de uma estratégia que tenha como objetivo construir para Portugal a reputação de que se trata um país ‘film-friendly’.

A verdade é que não nos livramos da reputação, por mais que o Presidente da República proclame por todo o mundo que “os portugueses são bons”.

Há que assumir que somos porreiros. Proponho assim um grande esforço nacional para promover o uso internacional desta palavra portuguesa. Mais que um adjetivo é um conceito cultural.

Há um quadrado virtuoso – universidade, governo, indústria e finança – que não funciona em Portugal, onde os silos mentais, burocráticos e políticos impedem ou dificultam fluxos de conhecimento, de pessoas, de iniciativa e de capital.

Segundo a OCDE, os países devem estabelecer um enquadramento conceptual de ensino que seja relevante para 2030. São necessárias competências para moldar o futuro, e não ficar à espera que seja o futuro a moldar-nos.

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