InícioNotícia escrita porMaria Calvet

É a existência de uma relação de poder que define que aquilo que poderia passar por exercício de sedução é, afinal, coação.

Esta é daquelas alturas do ano em que, aconteça o que acontecer, é obrigatório estar presente, independentemente de afazeres, de outros compromissos, de quereres e de desavenças.

A verdade é que temos vindo a perder aquela ideia cristã de ter em conta o outro, o que vem a seguir, o que é afetado pelas nossas ações.

Parece que o perguntar passou a ser socialmente malvisto, como se tivéssemos voltado atrás, àquele “respeitinho” dos velhos tempos.

Quando era eu que estava de merecidas férias escolares, dá-me a sensação de que a família estava mais perto e de que era maior…

Como já é costumeiro, todos os sentidos mudaram da noite para o dia, sem aviso prévio, o que só se descobre quando chegamos a uma rua de sentido único e encontramos alguém em contramão.

Temos de deixar que os filhos cresçam e aprendam uma coisa muito simples: todas as nossas ações têm consequências.

“Liberdade para tomar decisões, responsabilidade para assumir as consequências”. No caso de Torremolinos, tudo leva a crer que se tomaram decisões, já consequências…