InícioNotícia escrita porLuís Tavares Bravo, Economista, DIF Capital

O próximo trimestre pode deixar antecipar um caminho atribulado, mas não seria a primeira vez que, sobre os riscos geopolíticos, acabam por prevalecer os racionais económicos e a força dos bancos centrais.

Uma profunda alteração do paradigma político tomou conta do palco mediático nos países desenvolvidos, com implicações para os mercados financeiros e para as agendas dos investidores.

Até agora, os fatores geopolíticos não só têm tido um impacto limitado como se têm mantido relativamente contidos, mas é errado pensar que desapareceram.

Os riscos provenientes de Itália e da Alemanha testarão de novo um euro que parece imune aos riscos políticos.

A economia mundial deverá continuar a crescer em 2018 e, sobretudo, a crescer de forma mais sincronizada. A zona euro não é exceção e apresenta sinais positivos relativamente à geração de riqueza.

O que a história nos diz é que os mercados não sobem de forma perpétua, mas dificilmente caem à terra e ficam por lá. O mais provável é que, depois da correção, a gravidade seja novamente desafiada, e os máximos dos mercados de risco novamente testados.

Na Europa, o que se pode verificar é uma alteração no tom do discurso a meio do ano, quando a consolidação do crescimento da economia do euro se tornar mais resiliente.

A agência Fitch cumpriu as expectativas e subiu a notação da dívida portuguesa para níveis considerados de investimento, e a caminhada de Portugal para reposição do círculo de financiamento continua a sua marcha, que apenas peca por ser tardia.