InícioNotícia escrita porLuís Tavares Bravo, Economista, DIF Capital

Na Europa, o que se pode verificar é uma alteração no tom do discurso a meio do ano, quando a consolidação do crescimento da economia do euro se tornar mais resiliente.

A agência Fitch cumpriu as expectativas e subiu a notação da dívida portuguesa para níveis considerados de investimento, e a caminhada de Portugal para reposição do círculo de financiamento continua a sua marcha, que apenas peca por ser tardia.

O sistema político necessita de regeneração e de melhores regras, é certo, mas na condição destas não se tornarem num pesadelo para os que fazem do serviço público uma opção de vida.

No final do ano, quando se fizerem os tradicionais balanços do que foi marcante em 2017, poucas dúvidas subsistirão sobre aquela que foi a tragédia nacional, isto é, a dimensão dos incêndios e das suas consequências para os portugueses, em primeiro lugar pelas vidas que se perderam, mas também pelo impacto económico e financeiro que alcançou nas regiões afetadas.

Este OE mantém uma agenda mais imediatista e, decerto, maior popularidade ao manter o ciclo de distribuição de benesses para alguns setores da sociedade.

O BCE começa a sinalizar ao mercado que poderá diminuir o ritmo do programa de aquisição de ativos, e vai adotando uma narrativa progressiva em favor da normalização monetária.

Primeiro, vale a pena reformar. Foram as reformas que permitiram crescer e voltar aos mercados. Segundo, a narrativa política deve mudar para que o país possa avançar.

Todos os dados apontam para um endurecimento da situação no que resta de 2017. E apesar de existir uma posição de controlo por parte de Nicolás Maduro, esta pode ser mais aparente do que real.

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