InícioNotícia escrita porLuís Alves Vicente

Há sardinhas para escolher, mas antes disso vamos à água com o comunicador para tentar perceber a história do “produtor das histórias” que há 15 anos ouve nos estúdios da Antena 3 e fora deles. Colocámos ainda Fernando Alvim à beira do abismo e anotámos revelações de fobias e felicidade do também apresentador de TV... que escolheu não ver televisão.

Luís Freitas Lobo vive no Porto e, como nos explica ao telefone, viveu toda a sua infância no norte do país. Em Lisboa, há um sítio pelo qual tem um carinho especial. “Já não vou lá… nem sei há quanto tempo… há mais de 20 anos….”, conta-nos, ainda por telefone, enquanto organizamos a ida ao Jardim Zoológico.

Percorremos os vários pisos do Lisboa Ginásio Clube para ficarmos a conhecer como Sofia Pinto Coelho, jornalista há mais de 25 anos, ainda se angustia com o trabalho, apesar do orgulho e vaidade que sente. A jornalista da SIC chega e parte cansada, mas pelo meio ainda nos mostra como pedalar ajuda a renovar a luta por fazer com que as pessoas conheçam mais e melhor os seus direitos: “Saio sempre com passarinhos na cabeça depois das aulas”, explica.

Entre os fortes sopros de vento e os pescadores da Nazaré, o Jornal Económico encontra-se com Garrett McNamara naquela que é uma segunda casa, com família própria. O homem por detrás do recorde da onda de 23,8 metros explica como é possível seguirmos os nossos sonhos: começar por escrever coisas no papel e nunca deixar que nos digam que “não é possível”. O caminho faz-se com altos e baixos, “tal como o caminho de Portugal como país”. E agora, garante, “vão ambos a subir”.

Encontramos Alberta Marques Fernandes no Centro Cultural de Belém para uma reveladora conversa sobre aquilo que todos devemos fazer – não nos levarmos tão a sério. Percorremos a vida da pivot que foi o primeiro rosto da televisão privada em Portugal e que celebra 25 anos de carreira, passando pela mãe, antes da jornalista, e a crente em Cristo.

Fernando Correia guiou o Jornal Económico numa visita a um estádio da Alvalade deserto, que contrastava com a preenchida memória do jornalista de 81 anos.

Fomos ao Teatro Maria Vitória, no lisboeta Parque Mayer, a convite de Adelaide Ferreira. Numa vitalidade que contrasta com os edifícios ao seu redor, alguns abandonados há anos, a cantora e atriz hasteia a bandeira da intervenção num género de teatro onde se estreou aos 57 anos. Mais do que tudo, assume-se como “vendedora de sonhos” e procura fazer as pazes com o público, com quem esteve quase a “meter os papéis do divórcio”.

Interrompemos as compras de postais de Alice Vieira, no edifício principal da Gulbenkian, para um passeio no jardim da fundação e uma viagem pela vida da autora. Com 73 anos e mais de 80 livros publicados, confessa que “não consegue ler nada”. A escritora e antiga jornalista aborda a velhice, a solidão e a morte dos homens da sua vida – “os Mários”. Revela-se preocupada com estado do jornalismo e denuncia uma falta de memória coletiva “espantosa”.

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