InícioNotícia escrita porJosé Filipe Pinto, Professor Catedrático

Marcelo e Costa procuram apaziguar os ânimos. Inquietos com a possibilidade de o vento mudar de sentido. Ansiosos pelo regresso da acalmia benfazeja. A vida habitual. Aquela que não condenará Manuel Vicente. A imunidade é suficientemente elástica. Por enquanto.

A elite que usufruiu do sistema sabe bem a missão que lhe está confiada no momento atual. Por isso, coloca em causa as instituições. Incendeia a opinião pública através da opinião publicada.

Rui Rio vai necessitar de inventar autoestradas – o novo nome das sinergias – que lhe permitam ir além do sucesso financeiro ‘geringoncial’.

Reverter a privatização dos CTT não será um processo fácil. O lançamento de uma OPA por parte de uma empresa pública sobre os CTT não ficará barato.

O problema surge quando essas figuras públicas, por falta de tempo e por fazerem fé nos restantes corpos sociais, baixam a guarda e aprovam planos de atividades e relatórios de contas que não leram com a atenção devida. Ou quando funcionam como uma espécie de facilitadores.

Na semana do El Gordo, é altamente improvável que o prémio da estabilidade calhe à Catalunha.

O pânico é tão contraproducente quanto a ilusão vendida pelos interesses que apregoam as virtudes e a inevitabilidade do Estado securitário.

O desamor, afinal o amor não era assim tão grande, e a traição já chegaram à geringonça. O divórcio no horizonte. A curto ou a médio prazo.