InícioNotícia escrita porJosé Filipe Pinto, Professor Catedrático

Puigdemont preferiu dar um passo para o lado. Apelar ao diálogo. Uma proposta que Rajoy será obrigado a aceitar, sob pena do ónus da responsabilidade passar a recair sobre Madrid.

Se os resultados de 2013 já tinham sido modestos, Passos Coelho viu o partido, e não apenas os sôfregos barões, virar-lhe as costas. O ciclo passista está esgotado.

Como constitucionalista, Marcelo viu que a geringonça lhe permitia aquilo que denominei como "Presimarcelismo". Um Chefe de Estado mesmo que a Constituição omita essa designação.

Longe vão os tempos em que Mário Soares assumiu a missão de fazer de Sócrates um preso político. Um desiderato que não encontrou respaldo assinalável e que António Costa não subscreveu.

Falta habitação social. As rendas proibitivas afugentam a população. Ficam os serviços e os turistas. Uns e outros bem-vindos se a identidade de Lisboa fosse acautelada.

O Porto não vai geringoncear. Faltam peças. A CDU e o BE não têm força para empurrar.

São os números de Luanda que constituem a maior preocupação para o MPLA, partido que, desde a fase colonial, contou sempre com o apoio dos musseques.

Sintra é propícia a nevoeiros. Talvez, por isso, o PSD não tenha vislumbrado que Marco Almeida se apresentava como o sucessor natural de Fernando Seara.