InícioNotícia escrita porFrancisco Proença de Carvalho, Advogado

Ora, os tempos mais recentes têm tido demasiadas exceções àquelas saudáveis tradições democráticas. Estão na moda os jogos parlamentares. As motivações que levam a este tipo de soluções são distintas, mas têm uma consequência comum: menorizar as eleições.

Os recentes acontecimentos devem servir de exemplo e dar que pensar a todos aqueles que, com relevantes responsabilidades nos vários clubes, andam por aí a instigar o pior que a emoção do futebol consegue tirar de nós.

Os recentes exemplos tornados públicos de fragilidade no tratamento dos dados pessoais, exigem que os Estados democráticos estejam à altura e deem o exemplo.

No Brasil, de uma forma assumida, e em Portugal, de uma forma mais ou menos dissimulada e cínica, alguns 'atores' do sistema de Justiça quiseram e (têm conseguido) tratar a Justiça como se fosse política.

Se a política fosse uma atividade exclusivamente assente em critérios de racionalidade, a questão da Saúde e Educação seria resolvida com bom senso e cálculos.

Será que os ofendidos do costume nos podem explicar qual é a solução prática para um político de meia-idade e sem fortuna familiar resolver esta encruzilhada de vida?

Goste-se ou não, as escolhas de Rio não são uma traição. São mudança. E foi nisso que a maioria dos militantes do PSD votou. O tempo dirá se essa mudança fará também com que outros tantos portugueses regressem ao PSD.

Se a questão moral não chega para nortear o espírito de quem assegura o funcionamento da Justiça, há que lembrá-los que têm a obrigação legal de o fazer.

PUB
PUB
PUB