InícioNotícia escrita porFernando Pacheco, Economista

Os argumentos populistas são o moderno canto das sereias, perante o desconsolo da falta de soluções para os problemas económicos e sociais das famílias e o acentuar das desigualdades.

A Europa vê-se a braços com o redesenhar de equilíbrios externos num contexto em que pouco ou nada pode fazer, até pela pouca credibilidade que tem o comprometimento conjunto.

Estes últimos tempos viram o preço da energia aumentar, a par da sua volatilidade; a expectativa para 2017 é que a situação continue.

Estamos na era da aversão ao risco, que é o maior risco de todos porque leva à tirania do curto prazo em tudo, desde a política aos negócios.

2017 é um ano no meio. Vemos morrer um modelo sem ainda nascer outro, a delícia dos conspiradores do sexto ciclo de Kondratiev.

Novos testes à coesão da UE podem estar no horizonte, e bem podíamos dispensar episódios como o Brexit e o referendo italiano. Parece que um dos principais produtos de exportação na Europa é sarilhos.

A subida das taxas de juro americanas é má notícia para a Europa, ainda a braços com a crise da dívida soberana e um sistema financeiro com debilidades.

Uma coisa é segura como resultado das eleições americanas: os EUA não vão ser o campeão do comércio internacional nos próximos anos. Nem vão ser os campeões de outras coisas.