InícioNotícia escrita porFernando Pacheco, Economista

Macron tem umas legislativas para ganhar dentro de poucas semanas, sem o que não terá a base de apoio suficiente para concretizar o seu programa.

Se vamos pagar o preço da volatilidade, que seja para que se possam resolver algumas questões da paz podre europeia.

As empresas americanas “têm” quase 10% dos lucros na Irlanda, mais de 12% na Holanda e quase outro tanto no Luxemburgo e Suíça, para não falar dos mais de 15% nos paraísos fiscais.

A subida da taxa de juro nos EUA vai ser o próximo teste à coesão europeia, e vem quando se avizinham as eleições francesas e alemãs, com o sinal avançado nas holandesas.

Os argumentos populistas são o moderno canto das sereias, perante o desconsolo da falta de soluções para os problemas económicos e sociais das famílias e o acentuar das desigualdades.

A Europa vê-se a braços com o redesenhar de equilíbrios externos num contexto em que pouco ou nada pode fazer, até pela pouca credibilidade que tem o comprometimento conjunto.

Estes últimos tempos viram o preço da energia aumentar, a par da sua volatilidade; a expectativa para 2017 é que a situação continue.

Estamos na era da aversão ao risco, que é o maior risco de todos porque leva à tirania do curto prazo em tudo, desde a política aos negócios.

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