InícioNotícia escrita porFernando Pacheco, Economista

Se a taxa de juro americana vai ter mais uma subida este ano, é improvável que tal aconteça na Europa, onde a retoma não está consolidada.

Nos EUA, depois dos instrumentos monetários terem sido usados em força para evitar a todo o custo uma potencial deflação, vão ser recentrados em evitar uma também potencial (e forte) inflação.

A França depende de Macron, mas a maioria da Europa que defende o projeto europeu e não acredita em populismos também depende dele, e muito.

Paul Romer começou uma cruzada no Banco Mundial contra o Bankspeak, um fruto do ‘bureaucrats gone wild’ dos dias de hoje. Até agora a única fatalidade foi ele próprio.

Dizer que poderia cortar um milhão no orçamento do Banco Mundial não tornou Paul Romer simpático na 'casa', mas oficialmente foi substituído por querer impor maior clareza e rigor nos seus escritos.

Macron tem umas legislativas para ganhar dentro de poucas semanas, sem o que não terá a base de apoio suficiente para concretizar o seu programa.

Se vamos pagar o preço da volatilidade, que seja para que se possam resolver algumas questões da paz podre europeia.

As empresas americanas “têm” quase 10% dos lucros na Irlanda, mais de 12% na Holanda e quase outro tanto no Luxemburgo e Suíça, para não falar dos mais de 15% nos paraísos fiscais.

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