InícioNotícia escrita porEmanuel Bento, PS Madeira

À primeira vista, dir-se-ia que a primeira sessão dos “Estados Gerais “do PS-M foi um sucesso, mas só assim pode pensar ou isso afirmar quem se ficar pelas profusamente gordas das parangonas e não souber separar o trigo do joio nem saber que frutos há secos e pecos, por dentro, por mais que a casca reluza, e for enganado pelo muito palavreado que foi dito.

Uma coisa é certa, por mais que os deputados tenham legitimidade para suscitar e legislar, também não acharia mal – teria sido bem melhor - que a opção tivesse sido o referendo, por mais azo e populismo e demagogias que isso fosse suscitar.

Agora e por mais justificações que procurem dar, o que o PS-M não pode é fazer o que fez, aprovar, na Comissão Permanente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, a atribuição pelo Governo Regional da Medalha de Mérito, a mais elevada e cobiçada distinção autonómica, a Alberto João Jardim, ainda para mais quando o fazem por mero tacitismo político, a ver, porventura, se com esta vil aquiescência, reveladora de total ausência de coluna vertebral, conseguem capitalizar votos jardinistas em 2019, tal e qual estão os social-democratas a fazer, mas têm esse direito porque o ex-presidente do Governo Regional é do seu partido.

Nunca houve tanta evolução e progresso em todas as áreas da existência e da ciência, nunca se produziu tanta riqueza nem nunca houve tanta gente rica como agora e também é verdade que vivemos todos mais tempo e vamos quase todos tendo acesso ao que nunca tivemos, mesmo nos confins do mundo.

E o espectáculo divertido, para fazer jus ao significado da palavra, em que se tornou o PS-Madeira teve, recentemente, mais uma série de actos que merecem reparo.

Até agora, com mais ou menos barulho, com mais ou menos trocas e baldrocas, com mais ou menos aproveitamento político, seja pelo Governo da República, pelos Governos Regionais, pelos partidos, o Estado, que não faz mais que o seu dever, tem estado a pagar, mesmo que ultrapassando o que estava financeiramente acordado – em 2017, foram 55 ME, com a Madeira e Porto Santo a levar a fatia mais grossa do bolo. 33 ME.

O dinheiro daqueles que tiveram de abandonar a sua terra e passar por tudo e mais alguma coisa para tentar viver com o mínimo de dignidade, muito mais do que alcançar a fortuna, era o que mantinha o país vivo e a aguentar-se.

Recentemente a última sondagem, ainda que a muito tempo das próximas regionais, mostra, portanto por ora, que ninguém conseguirá a maioria absoluta e que será necessário aos partidos juntarem forças para poderem governar com conforto parlamentar. Ou seja, estabilidade e força, só com coligações pré-eleitorais ou acordos parlamentares pós-eleitorais.

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