InícioNotícia escrita porEduarda Carvalho, Consultora

Não faz sentido que não se possa contar uma boa história ou fazer uma boa reportagem só porque está ligada a determinada marca. Nesse aspeto, os nossos vizinhos espanhóis são muito menos preconceituosos do que nós.

Muitas emoções se exploraram esta semana, de forma excessiva, cansativa. Uma fórmula que não faz mais do que desgastar as grandes marcas do jornalismo, sejam elas televisões, jornais ou pessoas.

Conheço pessoas, como eu, que fizeram triatlos, maratonas e até o Ironman. E aquilo que eu sempre associei a grandes nomes do desporto é hoje feito por atletas como nós, que trabalham, têm filhos e uma agenda cheia.

A Altice contratou Ronaldo para a publicidade da MEO a pensar precisamente na Altice como marca internacional, e não na portuguesa MEO que partilha a nacionalidade com o craque mundial. Foi uma boa estratégia, sem dúvida.

Há uma coisa que não gosto e não é só online: as marcas que me tratam por tu. Sobretudo as marcas que vendem para todo o tipo de público.

Não vivemos numa era de dois ou três canais e somos hoje muito mais informados.

O problema é que o consumidor não percebe a importância económica das marcas nem que a economia é feita de marcas.

Ainda bem que esta semana foi batizado o Aeroporto Cristiano Ronaldo. É que já estávamos a precisar de uma notícia assim para descontrair a língua e os dedos.