InícioNotícia escrita porEdmundo Alves, Investigador IHC/UNL

Os efeitos perversos que decorrem, para os homens e para a sociedade, deste relativismo ético elevado à condição imperativa de lei são potencialmente enormes.

O PE, único orgão comunitário eleito por sufrágio directo, devia assumir, em seu entender, um papel central no processo de decisão. E a Europa teria de afirmar-se pelos valores que lhe deram forma.

Os tempos recomendam a multilateralidade e a colaboração entre países com interesses e adversários comuns, não o “esplêndido isolamento” de eras passadas.

A melhoria da competitividade não pode ter como penhor o abaixamento sistemático do nível de vida, antes deve servir para o melhorar.

A necessidade de tomar decisões que correspondam aos clamores expressos online, põe em causa a racionalidade, a ponderação e a própria defesa do bem comum de que carecem as decisões.

O poder político democrático, apesar dos seus desígnios de igualdade e desenvolvimento, não cuidou do interior, pois rende poucos votos e não tem sindicato.

Não só os políticos não beneficiam de um foro especial, que isente de punição um crime pelo simples facto de o seu móbil ser de natureza política, como, e principalmente, a política não pode ser feita em desprespeito pela lei num Estado de Direito.

Uma Espanha em risco de balcanização poderá gerar uma crise na UE, que necessariamente nos afectará, e motivar outras veleidades independentistas, em que a Europa é fértil.

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