InícioNotícia escrita porEdmundo Alves, Investigador IHC/UNL

Não só os políticos não beneficiam de um foro especial, que isente de punição um crime pelo simples facto de o seu móbil ser de natureza política, como, e principalmente, a política não pode ser feita em desprespeito pela lei num Estado de Direito.

Uma Espanha em risco de balcanização poderá gerar uma crise na UE, que necessariamente nos afectará, e motivar outras veleidades independentistas, em que a Europa é fértil.

Se o sistema capitalista é o único modelo de organização económica que assegura a liberdade do Homem, pode também, sem contrapesos que o calibrem, agrilhoá-lo novamente.

Longe de ser uma “maldita amiba”, como certa vez depreciativamente se descreveu, lega ao Reino Unido o seu exemplo de dedicação à causa pública, tantas vezes subjugada aos interesses particulares daqueles que a servem.

Os britânicos decidiram-se a punir May, sendo quase certo que o seu partido também se sentirá tentado a substituí-la por quem lhe devolva a maioria perdida.

Os franceses escolheram, e bem, a democracia. Macron terá agora que procurar soluções com o arrojo que tem faltado aos dirigentes europeus para enfrentar questões controversas.

Marcelo moldou o cargo em função das expectativas dos cidadãos e não apesar delas, devolvendo à presidência a credibilidade que perdeu com Cavaco Silva.

A causa da independência catalã é defendida por uma retórica agressiva e dogmática como se entre o centralismo autocrático e violento do franquismo e os tempos actuais nada se tivesse passado.