InícioNotícia escrita porBruno Alves, Politólogo

Partidos como o PSD e o PS, dependentes de dependentes do Estado, não têm condições de mudar o que quer que seja.

Para desgraça de todos nós, a “descentralização” que se preza e se pede é invariavelmente a descentralização de poder, nunca a de responsabilidade.

O Estado torna Portugal um paraíso fiscal para os ricos de outros países, e um pesadelo para todos os que tenham tido o infortúnio de cá vir ao mundo.

Remover uma estátua não é “apagar a História”, pela simples razão que uma estátua não é “a História”.

A economia vai crescendo e as pessoas vão tendo na carteira o suficiente para não sentirem na pele o efeito dos defeitos estruturais de Portugal, que no entanto lá estão, prontos a fazer das suas mal as coisas descambem.

Com mais sanções ou menos sanções, Putin já conseguiu minar a confiança dos americanos e dos europeus nos seus sistemas de governo.

As reacções gémeas da “esquerda” e da “direita” mostram como somos cada vez menos capazes de pensar criticamente sobre a realidade política, e somos os piores cegos: os que não querem ver.

Embora o “comprimido de açúcar” de Costa pareça ter sido suficiente para aumentar a sua popularidade, tal como os de Sócrates o foram no seu tempo, não será de espantar que o seu efeito junto dos eleitores se desvaneça quando a conjuntura económica piorar e as dificuldades regressarem.