InícioNotícia escrita porBruno Alves, Politólogo

A natureza do poder político de Marcelo é a mesma da de Trump: o resultado de uma vida a vender a sua imagem, e centrado na mais pura e banal superficialidade.

Se vivêssemos em tempos decentes, todas as seleções de países da NATO, pelo menos, teriam imediatamente boicotado a sua participação no evento. Não vivemos.

Na realidade, é cada vez mais claro que, em Portugal, os governos e os partidos não são “de direita” nem “de esquerda” (expressões que nada querem dizer), não são “liberais” nem “socialistas”, não são “conservadores” nem “progressistas”. Em Portugal, os governos e os partidos são o que são, e o que são não é grande coisa.

Scarlett Johansson é como a Autoeuropa: só veio para Portugal porque o Estado português a convida a viver fora da lei que impõe aos restantes.

O mais preocupante na cimeira Trump-Kim nem sequer é a possibilidade desta correr mal, mas sim o que “correr bem” poderá implicar.

Para infelicidade de Centeno e, acima de tudo, de todos nós, a UTAO veio explicar que o país, em vez de estar "do lado seguro da estrada", está a ser guiado em contramão.

A inércia do eleitorado contribui para a inércia das instituições, e desta dependem as clientelas e grupos de interesse de que dependem os partidos.

Talvez Rio não se deixe mover por uma vontade imperiosa de fazer o que deve ser feito, mas por uma simples paixão em “ser do contra”.

PUB
PUB
PUB