InícioNotícia escrita porBruno Alves, Politólogo

O mais preocupante na cimeira Trump-Kim nem sequer é a possibilidade desta correr mal, mas sim o que “correr bem” poderá implicar.

Para infelicidade de Centeno e, acima de tudo, de todos nós, a UTAO veio explicar que o país, em vez de estar "do lado seguro da estrada", está a ser guiado em contramão.

A inércia do eleitorado contribui para a inércia das instituições, e desta dependem as clientelas e grupos de interesse de que dependem os partidos.

Talvez Rio não se deixe mover por uma vontade imperiosa de fazer o que deve ser feito, mas por uma simples paixão em “ser do contra”.

Num país onde a lei impere, “safa-se” quem presta algum bem aos seus pares. Num país como Portugal, “safa-se” quem, pela sorte ou falta de escrúpulos, consegue traficar eficazmente a influência de que goza.

Com o email ameaçador enviado pela AT, o Estado português age de forma ridícula, contraproducente e ilegal, só para os seus chefes políticos poderem fazer propaganda.

Um rol de congressistas passeou-se pelo palco e pelas televisões até altas horas da madrugada de domingo. Essencialmente, debruçaram-se sobre os destinos eleitorais do PSD, como se estivessem a falar de um clube de futebol à procura de ganhar títulos.

O simples facto de um ministro das Finanças andar a pedir favores ao Benfica é um exemplo do insalubre ambiente promíscuo em que a “elite” portuguesa vive e convive.