InícioNotícia escrita porAntónio Bob Santos, Economista

Em ano de eleições autárquicas, sem uma mensagem clara e sustentada em factos, dificilmente os partidos da oposição poderão ansiar por resultados surpreendentes.

A correção de falhas de mercado e a resolução de problemas sistémicos justificam largamente a intervenção do Estado e das políticas públicas na economia.

Os resultados saídos ontem apontam para o retomar do processo de convergência de Portugal com a UE em termos de inovação. O país subiu quatro lugares e ocupa agora o 14º na UE28.

A produção e exportação de produtos de maior valor acrescentado exige mais atividades baseadas em I&D, tecnologia e inovação, mas também uma mais eficaz utilização e partilha de recursos entre os agentes económicos.

Era impensável há uns anos a extrema-direita ter os votos de mais de um terço dos eleitores franceses, como ocorreu nas eleições do passado domingo.

O sucesso da ciência nos últimos quatro séculos é visível e não pode ser negado. Tem sido extraordinário o seu contributo para o progresso tecnológico e o desenvolvimento económico e social.

Um país de microempresas, como Portugal, não pode ter políticas iguais a outro onde haja sobretudo pequenas e médias empresas.

O investimento privado em I&D e inovação está abaixo do ideal, o mercado de capital de risco é pouco desenvolvido e a mobilidade de recursos humanos na Europa é ainda limitada.

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