Aumento dos preços do petróleo anima Wall Street

Depois do principal exportador de petróleo da Arábia Saudita e Rússia ter anunciado que os cortes precisavam de se estender até 2018, ou mais, a matéria-prima atingiu o máximo de três semanas.

Andrew Kelly/Reuters

O mercado norte-americano negoceia em ligeira alta, animado pelo aumento dos preços do petróleo. O receio relativo ao ataque cibernético da sexta-feira passada, que bloqueou 200 mil computadores em mais de 150 países foi equilibrado pelas boas notícias nas commodities.

O industrial Dow ganha 0,33% para 20.966,31 pontos, o tecnológico Nasdaq avança 0,32% para 6.140,83 pontos e o financeiro S&P 500 valoriza 0,43% para 2.401,25 pontos. Barril de Brent está nos 52,22 dólares, depois de uma subida de 2,71%. O barril de Crude disparou 2,95% para 49,25 dólares.

Depois do principal exportador de petróleo da Arábia Saudita e Rússia ter anunciado que os cortes precisavam de se estender até 2018, ou mais, a matéria-prima atingiu o máximo de três semanas, avança a agência Reuters.

A atitude do exportador está alinhada com as intenções do acordo liderado pela OPEP que apoia os cortes por mais tempo do que aquele que tinha sido inicialmente previsto. As ações das maiores petrolíferas – Exxon e Chevron – subiram 1% na negociação pré-comercial.

Naeem Aslam, analista de mercado da Think Markets UK Ltd disse à Reuters que, “por um lado, esta é uma boa notícia porque estamos a olhar para uma situação onde não temos que preocupar-nos com a produção de petróleo e a sua bagagem por algum tempo”. “Do lado negativo, pensamos que já o corte de produção atual não foi capaz de produzir resultados substanciais até agora”.

Depois do ciberataque, as ações de empresas de segurança cibernética como Fireye, Symantec, Palo Alto Networks e Cyberark Software subiram todas.

Em Abril, as vendas a retalho registaram um aumento de 0,40%, contra a previsão de 0,60%, face ao mês anterior, informou o Departamento do Comércio, apontando assim para um cenário do consumo norte-americano mais sólido do que o esperado, no entanto, os investidores mostram-se preocupados com a lentidão do crescimento económico.

E ainda, a revisão em alta dos números de março, que, segundo o BPI, podem elevar a primeira estimativa para o PIB apresentada para este mês (0.70%).

O sentimento de instabilidade dominou Wall Street na semana passada, depois de na semana passada, o presidente Donald Trump ter despedido o chefe do FBI, o que pode atrasar as metas pró-crescimento prometidas por Trump no campo fiscal, nomeadamente os cortes de impostos e aumento dos gastos com infra-estrutura. O índice S & P 500 disparou cerca de 12% desde a eleição.

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