Após Comey, estará Yellen na mira de Trump?

Depois do despedimento repentino do diretor do FBI, os investidores começam a questionar se o próximo nome da lista poderá ser a presidente da Reserva Federal norte-americana.

Carlos Barria/Reuters

A relação entre Donald Trump e Janet Yellen nunca foi pacífica e os eventos da semana passada estão a levantar questões sobre o futuro da presidente da Reserva Federal norte-americana. O mandato de Yellen termina a 3 de fevereiro de 2018 e a própria já disse várias vezes que não deixa o cargo até essa data, mas o presidente dos EUA ainda pode decidir antecipar o prazo.

Segundo o analista e comentador de assuntos relacionados com a Fed no Business Insider, Pedro Nicolaci da Costa, os investidores começam a questionar se Janet Yellen será o próximo nome a riscar por Donald Trump. O presidente dos EUA demitiu na passada terça-feira o diretor do FBI, na sequência de duras divergências relacionadas com uma investigação sobre a interferência russa nas eleições do ano passado.

Tal como no caso de James Comey, a relação de Trump com Yellen tem sido tumultuosa. “É impossível saber como é que o presidente Donald Trump verdadeiramente se sente em relação à presidente da Reserva Federal Janet Yellen porque, como faz frequentemente, tanto a critica ou como a elogia a seu bel-prazer”, escreveu Nicolaci da Costa.

Ainda durante a campanha eleitoral, Donald Trump teceu duras críticas à atuação de Yellen, acusando a economista de manter as taxas de juro baixas para beneficiar a presidência democrata. No fim do ano passado, a Fed subiu as taxas de juro, agradando o presidente. No mês passado, Trump pareceu ter invertido o discurso em relação a Yellen e, numa entrevista ao Wall Street Journal, disse: “she’s not toast (não está acabada)”.

Apesar de já ter defendido que preferia um substituto republicano para ocupar o cargo de presidente da Fed, Trump explicou que é cedo demais para pensar sobre o próximo mandato, deixando a porta aberta para a continuação da economista no lugar.

No entanto, o presidente pode ainda mudar de ideias, uma hipótese contemplada nas normas do banco central, que referem que o presidente da Reserva Federal fica no cargo por um mandato de dois anos, “a menos que seja afastado mais cedo por ordem do presidente”.

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