António Mendes: Quem é o Secretário que vai substituir Rocha Andrade

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais é advogado e foi ainda diretor da REFER – Rede Ferroviária Nacional, mas antes exerceu em Macau durante dois anos. No PS, Mendonça Mendes é presidente da Federação Distrital de Setúbal desde março de 2016.

António Mendonça Mendes assume a pasta dos Assuntos Fiscais a três meses da entrega da proposta do Orçamento do Estado de 2018, substituindo Fernando Rocha Andrade, a braços com dossiers difíceis.

O novo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais é licenciado em direito, na variante de ciências jurídico económicas, pela Faculdade de Coimbra e advogado no escritório André Miranda e Associados, onde tem colaborado com mais incidência nas áreas dos setores dos Transportes, Portuário, Saúde e Proteção Social.

Segundo a nota biográfica no site da sociedade, “tem uma vasta experiência no setor público”, onde assumiu funções no âmbito dos gabinetes de apoio aos membros do Governo de Portugal, nas áreas da Administração Pública, Justiça, Transportes e Saúde.

Foi ainda diretor da REFER – Rede Ferroviária Nacional, mas antes exerceu em Macau durante dois anos. No PS, Mendonça Mendes é presidente da Federação Distrital de Setúbal desde março de 2016.

O novo secretário de Estado ocupa o lugar deixado por Rocha Andrade, que foi notificado esta semana pelo Ministério Público (MP) para ser constituído arguido, durante uma audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), requerida pela oposição que pretende saber quais  foram os  critérios usados pelo o Governo socialista para retirar os territórios de Uruguai, Jersey e Ilhas de Man da lista negra dos paraísos fiscais no início deste ano.

A PGR deu  conta que o Ministério Público determinou a constituição de arguidos dos secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, da Internacionalização e da Indústria (Fernando da Rocha Andrade, Jorge Oliveira e Costa e João Vasconcelos) no âmbito do inquérito relacionado com viagens ao Euro2016 .

Na COFMA, o governante demissionário admitiu, que foi através do seu chefe de gabinete que tomou conhecimento do inquérito que investiga as viagens ao Euro 2016 pagas pela Galp. “Um facto novo”, diz Rocha Andrade, que levou a pedir a sua exoneração ao primeiro-ministro para não perturbar o normal funcionamento da secretaria de Estado. Mas garante que não sabia que ia ser constituído arguido, reiterando que continua a considerar que não cometeu um ato ilícito.

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