António Domingues ouvido no Parlamento a 28 de abril

Na reunião plenária da comissão, os deputados decidiram voltar a pressionar a Caixa Geral de Depósitos e o Ministério das Finanças a enviar documentos, visto que estas entidades têm se recusado a fazê-lo, alegando limitações legais.

Foto: Cristina Bernardo

António Domingues vai ser novamente ouvido pelos deputados sobre a sua fugaz passagem pela Caixa Geral de Depósitos. Desta vez é a 28 de abril  na nova Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Caixa.

O ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) António Domingues vai ser ouvido a 28 de abril, às 10h00 da manhã, na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a atuação do Governo na nomeação e demissão da anterior administração do banco público. O nome da Comissão é extenso: Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à Atuação do XXI Governo Constitucional no que se Relaciona com a Nomeação e a Demissão da Administração do Dr. António Domingues, com as siglas (CPIAGNDAD)

O presidente da segunda comissão de inquérito sobre a Caixa é o social-democrata José Pedro Aguiar-Branco. O calendário já está no site do Parlamento e foi decidido na reunião dos coordenadores da comissão.

Segundo a Lusa foi analisada a recusa de algumas entidades, nomeadamente da CGD, de enviar ao parlamento documentação solicitada, e hoje quinta-feira, na reunião plenária da comissão, os deputados decidiram voltar a pressionar a Caixa Geral de Depósitos e o Ministério das Finanças a enviar documentos, visto que estas entidades têm se recusado a fazê-lo, alegando limitações legais.

As restantes audições, como por exemplo a do Ministro das Finanças, Mário Centeno e do governador do Banco de Portugal, ficaram por agendar devido à comissão ainda estar a aguardar o envio de documentação, avança a SIC.

O PS indicou o deputado Luís Testa para a função de relator desta comissão.

Numa segunda fase desta comissão, deverão ser ouvidos Elsa Roncon, ex-diretora-geral do Tesouro e Finanças, Francisco Sá Carneiro, advogado da CS Associados, e a consultora McKinsey, que acessorou António Domingues nas negociações com Bruxelas ainda antes de assumir o cargo.

Para já, apenas PSD e CDS-PP, que apresentaram requerimentos conjuntos, e o Bloco de Esquerda pediram audições e documentação, ao contrário de PS e PCP.

Enquanto o BE se cingiu às atas das reuniões do Conselho de Administração da CGD durante o período em que o banco foi presidido por António Domingues, PSD e CDS-PP foram mais longe e dividiram o pedido em três áreas: sobre a nomeação, gestão e demissão da anterior administração da Caixa, avança a Lusa.

PSD e CDS-PP solicitaram toda a documentação entre o Governo e a anterior administração da CGD, mas sem nunca pedirem concretamente as mensagens telefónicas escritas (SMS) trocadas entre Domingues e Centeno, que tinham chegado a ser requeridas na primeira comissão de inquérito sobre a Caixa, pedido rejeitado pela esquerda.

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