António Costa: “Governo tem toda a confiança na Caixa para assegurar a boa gestão”

Primeiro-ministro defendeu esta segunda-feira que o plano de reestruturação da CGD prevê a presença do banco público em todo o país.

O primeiro-ministro disse publicamente que o Governo não se irá substituir à nova administração do banco no que toca à execução do Plano de Reestruturação da CGD que passa pelo encerramento de 181 balcões até 2020, dos quais 70 até ao fim do ano.

“O Governo cá estará para responder a todas as perguntas. Agora, há uma coisa que o Governo não fará: não se substituirá à administração da Caixa na gestão do dia-a-dia, porque a CGD, embora sendo pública, não deixa de ser uma empresa”, disse António Costa.

“O plano de reestruturação da CGD garante a presença da Caixa em todo o país, em todos os concelhos. Mas o Estado ser accionista da Caixa não significa que o Governo se deva meter na vida do dia-a-dia da CGD”, disse Costa em resposta a críticas políticas oriundas do partido de esquerda BE e do partido de direita CDS.

Estas críticas levantaram-se depois de Paulo Macedo ter dito na conferência de imprensa que “procurará mitigar e agir em localidades que não estejam servidas por outros bancos. Mas ninguém peça à Caixa para ficar em todas as zonas em que nenhum banco quer ficar. Porque um dos pressupostos desta recapitalização é a rentabilidade”, disse o presidente da Caixa.

O banco prevê chegar a 2020 com 470 a 490 balcões face aos 651 no fim de 2016.

“O plano de reestruturação da CGD garante a presença da Caixa em todo o país, em todos os concelhos. Mas, o Estado ser acionista da Caixa não significa que o Governo se deva meter na vida do dia-a-dia da CGD. Temos uma administração que deve exercer as suas funções com independência, com autonomia – e o Governo tem toda a confiança na Caixa para assegurar a boa gestão”, salientou o primeiro-ministro.





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