Antigo líder do CDS defende regresso da Aliança Democrática para garantir maioria

A ideia, com mais de trinta anos, de um ressurgimento do partido, visa um maior compromisso e integração a dois, entre PSD e CDS, que Manuel Monteiro acredita ser essencial para garantir um Governo maioritário à Direita.

O ex-dirigente do CDS, Manuel Monteiro, em entrevista à Antena 1, defende o ressurgimento da Aliança Democrática para que a Direita possa volta ao poder com a maioria dos votos dos portugueses. Manuel Monteiro considera que é preciso ter “coragem para voltar a pôr a ideia em cima da mesa” e acusa a ala parlamentar da Direita de se “deixar aprisionar por interesses” e de não ser “a mais feliz” na oposição.

De acordo com Manuel Monteiro, a ideia de fazer renascer das cinzas a antiga fusão entre o Partido Social-Democrata (PSD), o Centro Democrático Social (CDS) e o Partido Popular Monárquico (PPM) – extinta em 1983 e conhecida como Aliança Democrática –, poderia ser “benéfica para a clarificação da vida política portuguesa, não diria a fusão, mas essa comunhão de espaço”.

A ideia, com mais de trinta anos, de um ressurgimento do partido visa um maior compromisso e integração a dois, entre o PSD e o CDS, que Manuel Monteiro acredita ser essencial para garantir um Governo maioritário à Direita. O antigo dirigente centrista acredita que tal não virá a acontecer nestas eleições autárquicas, agendadas para 1 de outubro deste ano, ou mesmo nas próximas eleições legislativas de 2019.

“Se Sá Carneiro e Amaro da Costa [dois dos maiores impulsionados da criação da Aliança Democrática] não tivessem morrido, o partido ter-se-ia institucionalizado”, sublinha.

Manuel Monteiro diz ainda que a atual Direita se “deixa aprisionar por interesses” e, com isso, “deixa de poder falar daquilo que deve falar”. O ex-líder centrista afasta a possibilidade de vir a assumir a liderança do partido que quer impulsionar e de voltar à presidência do CDS. “Eu fui presidente da CDS uma vez, não voltarei a ser segunda. Se fizer alguma coisa será no CDS, se daqui a vários anos tiver, ou não, novo impulso para participar na vida política”.