Antes da OPA chinesa, Norges Bank reduz posição na EDP

A operação de alienação foi realizada poucos dias antes de a China Three Gorges ter lançado uma OPA voluntária sobre o capital da EDP. Entre participação direta e indireta, o Norges Bank mantém mais de 2% do capital da elétrica.

O Norges Bank reduziu o número de ações que detém na EDP, perdendo a posição qualificada, ou seja, mais de 2% do capital da elétrica portuguesa. O anúncio foi feito esta terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mas a operação teve lugar na semana passada, ou seja, antes da Oferta Pública de Aquisição (OPA).

“O total de ações detidas diretamente pelo Norges Bank baixou do patamar de 2% do capital social da EDP no dia 8 de maio de 2018”, comunicou a EDP à CMVM. O fundo norueguês passou assim a deter 87.750.786 ações da EDP, das quais 72.782.209 (correspondentes a 1,99% do capital social da EDP) são detidas diretamente, em comparação com o valor anterior de 2,4%.

No entanto, há ainda outras 14.968.577 (0,41% do capital social da EDP) “imputáveis ao Norges Bank através de instrumentos financeiros, nomeadamente através Shares on Loan (right to recall)”, de acordo com o comunicado.

A operação de alienação foi realizada poucos dias antes de a China Three Gorges ter lançado uma OPA voluntária sobre o capital da EDP. O consórcio chinês (que já é o maior acionista da EDP, com 23,27% do capital social) ofereceu uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, mais 4,82% face ao fecho do mercado na sexta-feira (no mesmo dia do anúncio da OPA), de 3,11 euros.

Na primeira sessão em que as ações negociaram após o anúncio preliminar, os títulos da EDP dispararam 9,4%, levando a capitalização bolsista da norges EDP a aumentar em 1,06 mil milhões de euros para 12,43 mil milhões.






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