Angola é o país lusófono em que o acesso à água potável é o pior

Relatório elaborado pela UNICEF e pela OMS comparou nove países lusófonos - Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste - entre 2000 e 2015.

Foram analisadas num relatório do Programa Conjunto de Monitorização das Nações Unidas, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) as situações de água potável, saneamento e higiene em mais de 200 países e territórios, até 2016.

Esse mesmo documento, a que a Lusa teve acesso, compara essas mesmas condições nos nove países lusófonos – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

No acesso a água potável canalizada, Cabo Verde surge em terceiro lugar entre os lusófonos (subiu de 78% em 2000 para 86% em 2015), à frente de São Tomé e Príncipe (de 67% para 80% no mesmo período), Guiné-Bissau (de 53% para 69%) e Moçambique (de 22% para 47%). No mesmo período, Angola subiu de 38% para 41%, enquanto o Brasil passou dos 94% para 97% e Portugal de 99% para 100%.

No entanto o relatório alerta para o facto dos dados podem ser suscetíveis de alguma “relatividade”, tendo em conta o tamanho dos territórios, a população e o grau de desenvolvimento de cada um deles.



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