Alunos portugueses estão mais motivados mas mais ansiosos nos testes

Em comparação com a média da OCDE, o país voltou a apresentar bons resultados em literacia científica e leitura. A aposta no desenvolvimento intelectual e cultural dos jovens terá contribuído para o aumento do seu bem-estar.

Reuters

Os estudantes portugueses estão mais motivados mas mais ansiosos nos momentos de avaliação escolar. As conclusões são do PISA 2015 (Programme for International Student Assessment) que destaca que o país voltou a apresentar bons resultados em literacia científica e leitura quando comparado com os restantes países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Em declarações ao ‘Diário de Notícias’, o investigador que coordena a participação portuguesa no PISA, João Marôco, indica que apesar de o país ter passado por “uma situação económica mais ou menos complicada”, houve uma grande investimento das famílias no apoio ao “desenvolvimento intelectual e cultural dos jovens”, que se traduziu numa melhoria dos resultados em matérias de bem-estar.

Portugal terá obtido uma classificação de 7.4 valores na satisfação média dos estudantes, ligeiramente superior à média da OCDE, que se situa nos 7.3, numa escala de 0 a 10. “A conclusão mais importante é que os alunos portugueses estão bem posicionados na escala que mede o bem-estar físico, psicológico, social e cognitivo”, salienta João Marôco.

O relatório indica que 8,9% dos estudantes portugueses não estão satisfeitos com a vida e autoavaliam-se com um grau de satisfação inferior a 5. Cerca de 20% avaliaram a satisfação entre 5 e 6, enquanto 41,4% entre 7 a 8 e 31% entre 9 e 10.

Os alunos mostram-se também mais motivados e, em Portugal, 65% dos alunos têm interesse em ser os melhores da turma, quando a média da OCDE é 59.2%. No entanto, na preparação e realização dos testes, 69% dos alunos revelam estar muito ansiosos, enquanto a percentagem média da OCDE se fixa nos 55.5%.

“É uma ansiedade que tem a ver sobretudo com as avaliações. Não propriamente com as aulas ou com as atividades escolares, mas com as avaliações e com a perceção que os jovens têm da exigência dos professores”, explica João Marôco.

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