Agências federais dos EUA proibidas de usar Kaspersky por alegada ligação aos serviços secretos russos

A empresa de cibersegurança respondeu com a abertura de novas lojas. “Dado que as vendas ao governo dos Estados Unidos da América não têm sido uma parte significativa da atividade da empresa na América do Norte, a Kaspersky Lab está a explorar oportunidades para otimizar melhor o escritório de Washington”, dizem.

O governo norte-americano declarou guerra  à empresa russa produtora de softwares de segurança na Internet Kaspersky Lab. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos da América ordenou que todas as agências governamentais do país deixassem de usar os programas da marca, argumentando com relatórios que a empresa de cibersegurança está vinculada aos serviços secretos russos.

As agências em causa foram informadas para identificar qualquer produto da Kaspersky nas suas redes dentro de 30 dias e para começar a removê-los em 90 dias, de acordo com uma diretiva assinada pela responsável do Departamento de Segurança Interna Elaine Duke.

“O departamento está preocupado com os laços entre determinados funcionários da Kaspersky e os serviços secretos russos e outras agências governamentais, e os requisitos da lei russa que permitem às agências de inteligência da Rússia solicitar ou compilar assistência da Kaspersky e intercetar as comunicações que transitam pelas redes russa”, refere a nota.

A holding sediada em Londre e com 400 milhões de utilizadores em todo o mundo, incluindo 270 mil clientes corporativos, negou todas as acusações: “Completamente infundado”, justificam, garantindo que não têm “vínculos ou afiliações não éticas com nenhum governo, incluindo a Rússia”.

Mais tarde, a empresa anunciou que iria continuar a investir no mercado da América do Norte e que vai abrir três novos escritórios em 2018, em Chicago, Los Angeles e Toronto. “Atualmente, a Kaspersky Lab possui três escritórios operacionais na América do Norte. Como parte do compromisso contínuo com o mercado, a empresa planeia abrir três novos escritórios na região em 2018: Chicago, Los Angeles e Toronto”.

“Dado que as vendas ao governo dos Estados Unidos da América não têm sido uma parte significativa da atividade da empresa na América do Norte, a Kaspersky Lab está a explorar oportunidades para otimizar melhor o escritório de Washington”, explicou ainda a firma, que viu o seu fundador, Eugene Kaspersky, ser entrevistado por agentes do FBI sobre o caso das alegadas ligações ao país liderado por Vladimir Putin.





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