Agências de ‘rating’ têm dificuldade em justificar “lixo”, diz Mourinho Félix

Na véspera do anúncio sobre a evolução económica e financeira de Portugal pela DBRS, secretário de Estado Adjunto reforça a "dificuldade" da S&P, Moody's e Fitch em justificar o rating nesta categoria.

Foto cedida

O secretário de Estado Adjunto, Ricardo Mourinho Félix, afirmou hoje, a poucas horas do anúncio da DBRS sobre o rating português (rating que classifica a dívida portuguesa em grau de investimento e que permite a compra de dívida por parte do BCE), que é cada vez mais complicado para a S&P, Moody’s e Fitch continuarem a arranjar argumentos para manter o rating soberano de Portugal na categoria “lixo”.

Em declarações à CNBC, Mourinho Félix salientou que as três agências de rating que mantêm Portugal com notação de “lixo” (nomeadamente a S&P, Moody’s e Fitch poderão ter no futuro cada vez mais dificuldades em explicar “porquê e como têm mantido o rating por um período tão prolongado”, sobretudo, como realça o governante português, quando o país em 2017 é tão diferente do país de 2014.

Focando-se nas possíveis alterações que a agência canadiana DBRS poderá efetuar já esta sexta-feira, Mourinho Félix salientou não esperar grandes mudanças mas não reforço que a enorme importância de que Portugal mantenha o rating em grau de ‘investimento’.

E quais os argumentos que Portugal apresenta para que a agência canadiana mantenha o rating português? Para Mourinho Félix, existem “progressos” ao nível da banca portuguesa e no crédito malparado.

 





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