A380 vão poder aterrar na Portela em 2021

As obras de adaptação do aeroporto Humberto Delgado deverão estar no terreno em 2018 e vão permitir que os maiores aviões escalem a capital.

a380

As obras no aeroporto Humberto Delgado para aumentar a capacidade de receção de passageiros em Lisboa deverão arrancar em 2018 e vão permitir a aterragem e descolagem dos atuais gigantes da aviação comercial, os Airbus A380 e os  concorrentes Boeing Dreamliner, apurou o Jornal Económico junto de diversas fontes ligadas ao processo.

Esse cenário deverá tornar-se uma realidade em 2021, ano em que está prevista a conclusão destas obras no aeroporto principal de Lisboa, num investimento que poderá oscilar entre os 250 e os 350 milhões de euros, como o Jornal Económico avançou em primeira mão na anterior edição impressa. Segundo as últimas estimativas, esse montante poderá mesmo atingir um valor superior a 400 milhões de euros, num prazo temporal de cinco a dez anos, em que a grande maioria das adaptações necessárias estarão concluídas até 2021.

Neste momento, a impossibilidade de os A380 e os Dreamliner aterrarem em Lisboa não tem nada a ver com a dimensão ou a capacidade de resistência da pista, mas sim com as mangas telescópicas existentes na Portela, as quais não estão adequadas para receber aviões com essa volumetria.

As intervenções a efetuar incluem o encerramento da pista menos utilizada, para aproveitar o espaço para estacionamento dos aviões e para a criação de duas novas gares, com destaque para uma plataforma específica para os voos intercontinentais, ligada à gare central por via subterrânea, mas que possibilitará aos passageiros efetuarem as suas escalas de uma forma mais rápida e confortável, sem terem de se deslocarem à gare central do aeroporto. Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas chamou-lhe na quarta-feira passada “terminal satélite”, acentuando a aposta na consolidação de Lisboa como um hub. Também está prevista a construção de um terminal Sul.

Pedro Marques acrescentou que com estas obras, o aeroporto de Lisboa passará de 17 pontos de estacionamento de aviões para 38, com possibilidade de extensão para 42. Haverá 42 novas portas de embarque e 28 novas posições de estacionamento para wide bodies, isto é, aviões de grandes dimensões, como os referidos A380 ou Boeing Dreamliner. No final do dia, entre o Humberto Delgado e o Montijo, Lisboa passará dos actuais 40 movimentos de aviões por hora (já se atingiu um pico de 42) para 72 movimentos por hora, o que permitirá, quando todas as obras estiverem concluídas, alcançar uma capacidade de movimentação de 50 milhões de passageiros anuais na capital.

Para o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, o aeroporto do Montijo irá beneficiar de acessibilidades fluviais entre o Cais do Seixalinho e o centro de Lisboa, na zona do Terreiro do Paço, com a transformação da pista 1-19 para uso exclusivamente civil e a construção de um novo caminho de circulação. Haverá uma rápida rotatividade de chegada e partida de passageiros, com embarques e desembarques a pé, num segmento muito orientado para as companhias aéreas low cost.

Obstáculos à opção do Montijo
No entanto, é crescente a contestação à opção do Montijo para a localização da infraestrutura complementar de apoio ao aeroporto Humberto Delgado. Tem subido o tom das vozes contrárias a esta decisão, desde autarcas a pilotos, passando por partidos políticos como o PCP, além de outros obstáculos como a questão ambiental, incluindo os percursos de migração das aves, ou as difíceis negociações com a Força Aérea, para não falar de quem vai pagar o investimento nas acessibilidades rodoviárias, ferroviárias e fluviais necessárias para fazer do futuro aeroporto do Montijo uma infraestrutura competitiva a nível internacional. Segundo o contrato de concessão da ANA, detida pelo grupo francês Vinci, e o Estado português, a concessionária está bem defendida, pelo que qualquer custo adicional relativo a investimentos extraordinários terá de ser compensado. O aumento das taxas aeroportuárias é o caminho mais viável para ressarcir a ANA.

1. FORÇA AÉREA
Têm vindo a público eventuais, mas nunca confirmados, desentendimentos entre o ministério liderado por Pedro Marques e pelo ministério da Defesa, liderado por José Azeredo Lopes, sobre a questão da partilha de funções militares actualmente desenvolvidas na Base Aérea nº 6, no Montijo, e as futuras funções de aviação civil. Em causa, poderá estar um montante de cerca de 400 milhões de euros que os militares poderão exigir. É uma questão que terá de ser dirimida e paga pelo Estado português, não sendo da responsabilidade da ANA/Vinci. Na passada quarta-feira, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas explicava que a “Base Aérea manterá a sua atividade militar”, observando, porém, que “eventuais transferências de operações, assim como os custos associados, serão agora objeto de um estudo detalhado”. Teremos de aguardar pelas conclusões deste estudo.

2. AMBIENTE
O Montijo está localizado na área de reserva natural do estuário do Tejo. Como tal, exige um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) mais detalhado, que só é possível após a realização de uma Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), a qual deverá ter lugar durante os restantes meses deste ano. Foi o próprio primeiro-ministro António Costa, que chamou a atenção para o assunto, no debate quinzenal da Assembleia da República, na semana passada, ao revelar que terá de ser feito um estudo sobre os percursos das aves no rio Tejo na Área Metropolitana de Lisboa, para certificar que não colidem com as rotas dos aviões., o que poderá colocar em questão a segurança de passageiros e residentes. Também o resultado deste estudo poderá ditar uma mudança de cenário.

3. AUTARQUIAS E PARTIDOS
A Câmara Municipal do Montijo é a única autarquia da Península de Setúbal a defender esta localização e compreende-se. Além do projeto beneficiar diretamente o município, o presidente da autarquia, Nuno Canta, foi eleito pelas listas do PS. Mas tem todos os outros colegas da margem Sul, da Península de Setúbal contra esta opção. O facto de serem todos comunistas também não é uma coincidência, assim também não o é o facto de o próprio PCD defender ao nível das bases locais que a melhor solução para a saturação da capacidade da Portela seria avançar para a construção de um novo aeroporto de raiz em Alcochete. Mais uma fissura à vista na estrutura da ‘geringonça’?

4. PILOTOS
O projeto de remodelação e adaptação do aeroporto Humberto Delgado prevê o encerramento de  uma das pistas atuais. Alguns pilotos já vieram alertar para o facto de essa pista ser a única que permite aterragens e descolagens de longo curso quando as condições climatéricas na região de Lisboa são mais adversas, o que ocorre durante quatro meses por ano. Esses pilotos acrescentam que o Montijo não está preparado para receber voos de longo curso pelo que, quando ocorrerem intempéries mais rigorosas, seria necessário desviar esses aviões para os aeroportos de Faro e do Porto, com evidentes custos para a competitividade do destino turístico da capital. O referido documento do ministério de Pedro Marques deu uma meia resposta a esta preocupação: “caso os estudos detalhados de segurança assim o recomendem, “poderá ainda vir a ser reabilitada a pista secundária do Montijo (mais comprida), aumentando ainda mais a sua capacidade para acomodar os aviões de maior porte, mesmo em condições de voo comercial”. Mais um obstáculo à espera de estudo e com decisão adiada para outros anos.

5. ACESSOS
Investimentos na melhoria das redes rodoviárias ao Montijo têm sido falados, mal alvo de poucos detalhes, em particular sobre quem pagará a fatura. O enfoque tem ido para a necessidade de uma ligação fluvial rápida e confortável até ao centro de Lisboa, que seria assegurada pela Transtejo. Mas não se sabe quem iria investir na renovação da frota desta empresa pública em situação financeira cronicamente deficitária. O referido documento do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas avança ainda que “está também a ser ponderada a ligação por via ferroviária, nomeadamente através de uma ligação em ferrovia ligeira utilizando a Ponte Vasco da Gama”.

“Durante os próximos meses, serão aprofundados os estudos relativos aos acesso”, assegura o mesmo documento, adiantando que “as acessibilidades previstas gerarão receitas próprias, decorrentes da procura adicional induzida pelo aeroporto no Montijo, as quais contribuirão para o seu financiamento”.

  • oleg

    Um aeroporto no Montijo interessa menos aos comunistas que um novo aeroporto em Alcochete. E quem manda são eles.

    • poetadorisco

      Para o PCP tudo que cheire a desenvolvimento da Margem Sul é para combater… não vá o pessoal deixar de votar neles nas autárquicas.

      • oleg

        O PCP quer o controle total e Alcochete é mais favorável.
        Tudo para os comunistas, nada para os outros.

        • Antonio

          É vê-los a encabeçar as listas da Forbes, não é oleg?

          Deve ser por isso que as estatísticas dizem que a desigualdade tem aumentado em Portugal…eles devem estar a utilizar o Belmiro, Soares dos Santos, Amorim e outros milionários como testas de ferro…mas o oleg topa-os todos, né?

          Eu sei que a vida custa a ganhar mas, bolas, deve ser um petisco dos diabos receber e ter de debitar fichas com asneiradas desse calibre.

          E, poupe-se o trabalho porque desde já lhe digo que se me incluir no rol dos “sócios” dos seus odiozitos de estimação falha o alvo e vê os seus tiros bater na barreira a muitos metros dele.

          • oleg

            têm a família Castro como testas de ferro e o Putin

          • Antonio

            Você passou-se de todo e, por isso, não lhe resta mais do que se refugiar nessas tontices que já começam a ir para além das obrigações do “guião” e a atingir níveis preocupantes de paranóia ao ponto de não se ter dado conta dos eventos de 1989 e da implosão da URSS, ao ponto de ainda ver o “Czar” Vladimir como um “perigoso comunista”.

            Não se cuide, não!

          • oleg

            Que quer mais comunista que um coronel do KGB como o Kunhal?
            Ainda por cima duas vezes Herói da URSS quando o Kunhal só foi uma vez.

          • Antonio

            Quando a conversa chega a esse nível, não restam dúvidas de que necessita de tratamento urgente.

            E, entretanto, tenha cuidado quando começar a ver comunistas debaixo do tapete da porta de casa, dentro dos chinelos e a tentar comer-lhe os dedos dos pés ao levantar ou a sair do microondas quando for tirar o que lá colocou a aquecer.

            Preste atenção a essas coisas porque cá fora não há nada de mais importante a acontecer do que defender-se do “perigo vermelho” pois, apesar da bandeira da Rússia já não ter a foice e o martelo, mesmo abençoada pelo Patriarca Kiril de Moscovo, ainda há lá uma tira vermelha à espreita de papar o azul e o branco.

          • oleg

            há coisas que nunca mudam, os interesses da Russia e a estupidez dos seus apaniguados

          • Antonio

            O meu caro lá saberá do seu caso já que não sou propriamente um “apaniguado” do Czar Vladimir como também já o não era do seu longínquo antecessor Zé dos Bigodes.

            Mas, deixe-me que lhe diga que a estupidez dos admiradores do Senador McCarthy nos dias de hoje não é menor do que o que enuncia pois não é com ideias redutoras e desfocadas da realidade que consegue analisar as tensões e problemas geo-estratégicos actuais..

            Mas, está bem…parafraseando o dito popular diria que há coisas que, tal como os caldos de galinha, cada um toma o que consegue ou quer.

          • oleg

            é o que o comité central lhe permite dizer, estando como está dependente do óbolo do coronel Puti

          • Antonio

            O oleg parece um grafonola roufenha com o disco risco e a tocar sempre as mesmas estrias e isso, sim, só pode uma grande pobreza de espírito ou alguém a papaguear uma ficha de guião elaborada por um “script writer” passado dos carretos.

            Oh, homem! Acorde e vá dar uma volta a ver se lhe passa essa paranóia e deixa de querer colocar “anátemas” em quem eles não em encaixam e se está borrifando para que você veja monstrinhos “vermelhos” ou marcianos verdinhos a sair do écran do computador, só porque não consegue mais do que esses “insultos” bacocos.

          • oleg

            lol

    • Born in 1960

      Claro. Pois os terrenos em Alcochete pertencem à malta ligada ao BPN e SLN.

      • artur miguel

        Por acaso não. Se tem memoria para as coisas más dos politicos relacionados com a direita tambem deveria ter para os da esquerda e lembrar-se que um dos grandes proprietarios da zona onde o Sr. Socrates apontava o aeroporto era propriedade e recente na altura do Sr. Mario Soares, o que até suscitou muira polemica sobre se teria existido conhecimento antecipado ou não da intenção do governo.
        Má memoria???Huuummmm

        • Born in 1960

          Soares era dono de Portugal, será que paga IMI? Primeiro diziam que a insistência do aeroporto na Ota era porque o Soares tinha comprados os terrenos à volta, nunca ninguém mostrou registos. Agora já dizem que os terrenos de Alcochete também eram dele.

          • artur miguel

            Pois, é complicado…em algumas coisas que acusam a esquerda querem provas e não acreditam nas noticias….se dizem respeito á direita é tudo verdade desde que seja mau.
            Na CGD é tudo mentira e a comissão de inquérito só não deixa investigar a gestão da Caixa anterior ao governo PSD (Socrates, vara e amigos) por ser perda de tempo.
            No banco anterior gritavam que queriam os tudo o que tinha sido trocado entre entidades e pessoas ligadas ao caso, agora, é violação da constityuição…Vá-se lá saber onde começa a democracia e a seriedade nisto…

        • Born in 1960

          A SLN, ex-proprietária do BPN, comprou em 2007 mais de seis mil hectares de terrenos na área de influência do novo aeroporto de Alcochete.
          Tratam-se de várias propriedades incluídas no perímetro da antiga Herdade de Rio Frio e que foram adquiridas por empresas ligadas ao banco de Oliveira e Costa em 2007, nos meses que antecederam a decisão do Governo de mudar a localização do novo aeroporto, da Ota para Alcochete.
          A última propriedade a ser adquirida pelas empresas da SLN, foi registada a 7 de Dezembro de 2007, dias antes de o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) ter informado o Governo de que Alcochete era a melhor opção para a construção do novo aeroporto.

        • Antonio

          O artur miguel tem toda a razão e tão boa memória que se lembra, claramente, que o sr. Sócrates “apontava” para uma zona que “era propriedade e recente (…) do Sr. Mario Soares”.
          Como eu não tenho tão boa memória, poderia esclarecer-me se o sr. Sócrates “apontava” na década de 1990, quando o estudo do projecto iniciou, e se foi esse o caso para onde é que ele apontava, ou se o sr. Mário Soares se tornou proprietário “recente” quando o sr. Sócrates se tornou primeiro-ministro em 2005?

          Desculpe o incómodo, mas isto da memória é uma chatice.

          • Born in 1960

            A resposta está abaixo. E basta consultar as conservatórias para se confirmar.

          • Ignorante

            Temos de reconhecer que o afilhado do Cavaco tinha olho para o negócio ,,,

          • Antonio

            Isso dar-me-ia muito incómodo e perda de tempo, quando temos o artur miguel e a sua “excelente memória” (talvez, quem sabe, uma conservatória privada) para nos esclarecer essas “dúvidas”… :-) :-)

        • Genesis

          Má memória não, memória selectiva……

      • oleg

        os terrenos de Alcochete são da Força Aérea

        • Born in 1960

          Os Montijo também.

          • oleg

            verdade

  • artur miguel

    Ora bem, então a Portela tem uma pista pouco utilizada e ainda permite crescer mais.
    Exatamente o que disseram varios especialistas quando o Socrates quis inventar o novo aeroporto para meter mais uns milhões no bolso.
    Agora o Sr. Costa tem que pagar á TAP a falsa devolução do controlo do estado sobre a empresa e para além do que pagou pela meia duzia de acções que na pratica não valem nada, já que, em nada altera o centro decisório que continua a ser controlado exclusivamente pelos donos e em que o estado só pode (como já podia) intervir em casos extremos de prejuizo para o País (não para a TAP).
    O Sr. Costa faz um aeroporto para afastar a concorrencia de Lisboa…assim mesmo com bilhetes mais baratos as pessoas vão pensar duas vezes antes de escolher Ryans air e outras porque gastarão o resto nas deslocações terrestres.

    • Rael

      estes idiotas deste desgoverno não brincam em serviço… é só masturbações e ideias de m e r d a

    • Lord Farquaad

      Exacto, Londres tem uns 4 aeroportos, Paris 3, Nova Iorque outros 3, enfim ,essas grandes metrópoles não sabem o que fazem…

      • José, Província

        Comparar metrópoles que têm mais população que Portugal inteiro com Lisboa não abona muito à sua tese sr Lord.

        • Jose Mirra

          Não tem nada a ver com o numero de habitantes mas sim com o numero de passageiros que chegam e/ou fazem escala nas várias cidades.

          • anti_ao

            E quando acontecer o primeiro atentado terrorista em solo português, como vai ser? E quando Lisboa passar de moda? Sim que o turismo é como a moda! E turismo de pé descalço é mais ainda, é o chamado turismo da bebedeira, o que está na moda em Lisboa, como o turismo sexual em outros lugares, nomeadamente em certos países asiáticos…as obras públicas é a maior fonte de corrupção está provado e para os que não leêm estudos internacionais, basta olhar para o Brasil e ver que todos os gestores das construtoras brasileiras estão presos!!!

          • Jose Mirra

            Esse turismo de bebedeira de que fala existe em muito maior escala em Madrid. todos os fins de semana é ver os bares da zona da Puerta del Sol apinhados de ingleses e irlandeses. e já é assim á muito tempo não tendo indicações de abrandamento. Por cá continuará a ser assim. Claro que se apostarem em politicas de incentivo ao turismo de curta ou longa permanência até pode nem abrandar muito significativamente

          • Lord Farquaad

            Eu acredito nas qualidades e no potencial do meu país. Sei bem o porquê da crescente atractividade e popularidade de Portugal enquanto destino turístico. Não tenho dúvidas de que estes crescimentos na casa dos 2 dígitos em todo o país prolongar-se-ão por muitos anos mais. Você deve ser mais um vagabundo a viver no centro da cidade mas a pagar renda de bairro social romeno, um verdadeiro parasita, portanto assusta-lhe este crescimento do turismo.
            DIGA UM bom destino turístico que tenha passado de moda?!?!?!?!? DIGA UM!!!! Os bons destinos não são modas, são eternos.

          • José, Província

            Pois não ou até terá. Não há voos para sítios onde não haja ninguém. Ou Beja seria um sucesso.

          • Jose Mirra

            Sabe que por exemplo que Londres cerca de 60% a 70% dos passageiros que lá circulam é por fazerem escala nesses aeroportos? Uma mente mais instruida leva a que essa mesma mente seja mais inteligente.

          • José, Província

            Não não sabia e desconfio que assim seja.
            Se calhar passa por lá muita gente a fazer escala por há lá muita gente, em Beja nem para escala.
            Mas realmente essa sua informação é de uma utilidade tremenda.

          • Jose Mirra

            Pela sua resposta obtive a confirmação do que já desconfiava. Baralhada, e confusa.

          • José, Província

            Se não entendeu, a baralhação e a confusão será sua. Puxe pela cabecinha.

        • 00SEVEN

          Nova Iorque – região metropolitana – tem, de facto, 3 grandes aeroportos para além de vários aeroportos para aviação de menor porte.
          Os maiores são: JFK, La Guardia e Newark Liberty International.
          Para não alargar o diálogo basta dizer que só JFK recebe 57 milhões de passageiros/ano e tem 35.000 empregados.
          Newark Int. tem 37.5 milhões/ano e La Guardia 28.4 milhões de passageiros.
          Portanto a região metropolitans de Nova York tem um movimento de 120 e tal milhões de passageiros/ano ou seja 12 vezes a população total de Portugal.
          Estes números referem-se a 2015.

    • Jose Mirra

      Para se comentar seja o que for convém estar minimamente informado, sobre as coisas. Sobre o fecho dessa tal pista pouco utilizado mas deveras muito importante, ainda nada está decidido e conselho-o a ler esta noticia por inteiro, principalmente na parte em que fala do “windshear” e que soluções poderão ter para que se efectue esse tal fecho.

    • José

      Antes de comentar é melhor verificar como é essa “pista pouco utilizada”. Sugiro ver uma imagem do aeroporto no google earth. Se vir essa imagem, vai verificar que essa “pista pouco utilizada” cruza a outra pista, ou seja, não podem, como é óbvio, ser utilizadas em simultâneo.
      Essa “pista pouco utilizada”, mais curta, só é utilizada como ALTERNATIVA à pista principal, mais longa, conforme refere o artigo.

      Não se percebe o que tem a TAP a ver com o artigo…

      Comentar por comentar é fácil e dá sempre jeito para dizer mal de quem decide. Comentar depois de ler o artigo e ir verificar como são as pistas do aeroporto Humberto Delgado e como são as pistas da BA do Montijo dá mais trabalho, não é?!

  • Born in 1960

    Com o dinheiro que vão gastar em remendos, que continuaram a consumir sempre dinheiro no futuro, no aeroporto da Portela e na Base do Montijo, podiam começar a construir um aeroporto de raiz, tal como fizeram os espanhois em Barajas e expandi-lo quando for necessário. Muito gosta o português de atamancar.

    • justo

      Não no Montijo mas sim zona centro, que também pertence a Portugal e deixar o Portela na mesma!

      • Born in 1960

        O projeto do novo aeroporto de Lisboa contemplava o encerramento das operações na Portela. Ou seja continuaríamos com o mesmo numero de aeroportos, mas com um moderno e funcional, por tempo indeterminado.

        • justo

          Não foi isso que comentei! Servir a zona centro também ajuda o país a desenvolver. Portugal não é só composto por Lisboa e Porto!

          • Born in 1960

            E quer construí-lo aonde? Falo de um aeroporto. Não da transformação de um aeródromo em aeroporto.

          • justo

            Terreno é que não falta: Fátima, Leiria, F.Foz, etc etc.

          • Born in 1960

            Mas essas zoas já estão equidistantes de dois aeroportos internacionais. Estamos a falar é substituir um que já traz estudos à 50 anos.

          • justo

            Gostava que tivesse o seu negócio nestas zonas ou vivesse lá, Castelo Branco, Coimbra, Pombal, leiria, M.Grande Tomar etcetc.

          • Born in 1960

            O problema é que o português quando pensa em montar um negócio não faz contas às infraestruturas de que necessitará e depois quer que lhe construam uma autoestrada; uma linha ferrea, um porto ou um aeroporto à porta da sua empresa. Planos para a industrialização e agricultura tinha Marcelo Caetano, jogando em torno das condições para as expandir ou construir novas.

          • justo

            Esqueça as opiniões variam e se pensa assim , não pensa em desenvolver Portugal!

          • Born in 1960

            Quer ter 3 aeroportos internacionais, numa distancia de 300 Km´s?

          • artur miguel

            e porque razão existirão dois a uma distancia de meia duzia de quilometros???

          • Born in 1960

            Neste momento querem fazer apenas a extensão do da Portela, enviando para o Montijo as operações das Low Cost, deixando apenas as operações das companhia de bandeira na Portela. Contudo, estava projetado, na construção de um novo aeroporto, que albergasse todas as operadoras, o encerramento das operações na Portela.

          • justo

            Porque se tem de destruir uma coisa que está operacional e não fazer um complementar na zona centro?

          • Born in 1960

            E quer obrigar as companhias aereas a voarem para onde os passageiros não querem. Estes estudos vão mais além da simples localização da infraestrura. Senão resulta noutro aeroporto de Beja.

          • Jose Mirra

            Lembro-me perfeitamente e até porque vivia nas Caldas quando se falou em aproveitar a Base da Ota (e era a opção considerada mais viável) e aí construir o novo aeroporto muitos intereseiros e até empresas imobiliárias começaram a comprar terrenos por lá o que levou os preços por lote a subirem em flecha. Agora valem o mesmo ou mesnos ainda e muitas foram á falência tal foi a ganância. Tudo em nome do progresso e desenvolvimento.

          • justo

            Quem falam noutro aeroporto internacional e não nacional!

          • Born in 1960

            Se é nacional, apenas serve as ligações internas.

          • justo

            Claro e low cost estrangeiras!

          • artur miguel

            equidistantes?? Essa é uma boa forma politica de dizer distante sem ferir sucestibilidades?

          • Born in 1960

            Não é verdade. Estas zonas não estão quase à mesma distância de Lisboa e do Porto? A não ser que tenham alterado a geografia do país.

          • artur miguel

            É verdade mas, não me parece argumento para invalidar um aeroporto no centro libertando a Portela e pela sua logica até o Porto, servindo quem nos visita e tem como destino zonas mais periféricas e quem lá mora e tem negocios.

          • Born in 1960

            Construir um aeroporto entre o do Porto e do de Lisboa?

          • artur miguel

            Sim, porque não? Falamos de zonas turisticas com muito impacto internacional como Fatima e Figueira que poderiam ser mais valorizadas com um equipamento desses. Devemos ver que se o Porto e Lisboa têm aumentado e batido recordes de turistas nos ultimos anos é porque estão muito bem servidos de infraestruturas que agora poderiam ser ampliadas a outros locais do País convergindo riqueza para lá. E ATENÇÃO que não sou da zona centro!

          • Born in 1960

            O país discute a construção de um novo aeroporto internacional para substituir, encerrando a Portela, ou a sua extensão, quanto a custos e agora aparece esta ideia de construir um aeroporto entre Lisboa e Porto. Poderia ser, mas para isso Portugal teria de ser uma potência petrolifera.

          • Joca Ferdinand

            Mas acha q alguém quer fazer essa distancia para ir para um aeroporto? Isso é q era deitar dinheiro ao vento. Mas vale criar um novo aeroporto na capital e depois criar ligações para outras zonas. Mas tb nada de TGV a parar em todas as estações e apeadeiros. Não somos grandes por isso não podemos dar-nos a esses luxos.

          • justo

            Que alguem está a falar? E depois Portela ficava na mesma. Era só um complementar! Percebe. Zona centro também pertence a Portugal e pagam impostos!

          • Lord Farquaad

            Não somos grandes?? De Valença do Minho a Faro são 661 km, peaners certo?? Já consultou um mapa??? A Holanda é do tamanho do Alentejo, e países como a Bélgica, a Suíça ou a Dinamarca não ocupariam mais de metade da nossa área. Este síndrome da pequenez dos portugueses é angustiante, os portugueses são os maiores obstáculos de si próprios…

          • João Fernandes

            e veja quantos aeroportos internacionais tem eles? Nós e q na nossa pequenês de espirito ainda pensamos q há algum esquema para matar o norte à fome. vamos ser sérios, nao temos dinheiro para mais construi-se onde faz sentido.

          • Lord Farquaad

            O Alentejo também quis um! Todos querem aeroportos! A questão é que os aeroportos não são como centros de saúde ou repartições de finanças. Um aeroporto pode servir um raio de centenas de quilómetros. Um país da nossa dimensão é muito bem servido por 3 aeroportos internacionais no continente. De Coimbra chega-se ao Porto ou a Lisboa em pouco mais de uma hora de Alfa, sem falar nas redes de auto-estradas, que abundam! São 2 a ligar Porto e Lisboa!!!

    • C.A.Reis

      Barajas sempre existiu, penso eu de que !!!!

  • justo

    Porquê outro aeroporto?

  • Miguel Santos

    A OTA seria a melhor solução ahah

    • C.A.Reis

      Já todos os entendido na matéria disseram que a OTA não serve por várias razões.

  • zecao

    Eu proponho, se é que vale alguma coisa, correr com a tropa de Alverca e Portela, para o Montijo ou Beja, adaptar as pistas de Alverca para os lowcost com ligações fáceis à Portela, tenho dito……

    • Born in 1960

      Alverca já está de fora à muito, não serve.

  • Pedro Ferreira

    Ladrões! Lisboa é lixo!

  • Rogério de Souza

    em 2021 já cá não estou. portanto como é que vou saber se esta notícia é verdadeira ?
    começo a pensar que o Trump é que tem razão. eu que tanto gosto de assuntos ligados à aviação acho que esta notícia [de que só li o título (e sem arrependimento)], só serve para encher chouriços, ou outra saloiice qualquer

  • Francisco Martins

    O Born in 1960 tem razão. Vão continuar a remendar. A portela é um atentado ambiental brutal, pelo impacto de ruído que tem na aproximação à pista sempre por cima de zonas habitacionais. É um galinheiro, próximo das galinheiras. É remendos em cima de remendos. Construam uma coisa de jeito, para mais de 100 anos.

    • Ignorante

      É obrigá-los a desligar os motores na aproximação à pista, ou então remover as zonas habitacionais debaixo dos corredores.

      Quem ali mora gosta do ruído, caso contrário já se tinham mudado!

      • Born in 1960

        Eh Eh Eh. Boa.

    • LUSITANO

      Diga-me só uma coisa… Quando o aeroporto de Lisboa ali foi construído, haviam as zonas habitacionais que lá conhecemos hoje? Prece-me que não. Como consegue garantir uma construção para mais de 100 anos?

      • Born in 1960

        Alcochete no meio da reserva agricola nacional. Agora basta que os governos não alterem aquela zona.

        • LUSITANO

          Mas era aí que estava pensada a construçáo de um aeroporto.

      • Francisco Martins

        As construções habitacionais foram autorizadas mediante licenças de construção e habitabilidade, por parte de entidades públicas, oficiais, leia-se autarquias. Os 100 anos é uma força de expressão.

    • José

      Se tivesse avançado um aeroporto há anos não seria necessário remendar.
      Agora não há tempo para construir um novo a tempo de entrar em funcionamento antes do de Lisboa atingir o limite.

  • Ignorante

    Vamos lá então arregaçar as “mangas” em 4 anos.

  • Manuel Simao

    Acho que Alverca é mais óbvio. Seria uma extensão da Portela.

    • Born in 1960

      Alverca não serve. Ou escolhe Alverca e fecha a Portela, ou deixa estar como está.

  • Arroz

    Já voltaram as manias das grandezas.

    • Born in 1960

      Neste caso trata-se de uma necessidade, já prevista à quase 50 anos.

    • Lord Farquaad

      O português é que é besuntado por manias de pequenez!!! MUITO pequenininhos sois!! Não admira o fosso entre Portugal e o resto da Europa continental, são as mentalidades!!! Não é à toa que Portugal não pariu UMA única grande marca internacional!!

      • Jose Mirra

        Nessa parte não concordo consigo até porque o calçado português é bem conhecido e conceituado lá fora tendo mesmo destronado o italiano como o melhor calçado do mundo. Basta dizer que 90% do calçado fabricado em Portugal é para exportação. Entre outros casos como estes: http://lifestyle.sapo.pt/moda-e-beleza/especiais/marcas-portuguesas-que-fazem-sucesso-la-fora

        • Lord Farquaad

          Até produzimos calçado, mas dia-me uma MARCA de calçado portuguesa de renome Mundial… Não há…

          • Jose Mirra
          • Jose Mirra
          • Jose Mirra

            Repare que a marca Fly London é portuguesa.

          • Lord Farquaad

            Ok mas fora de Portugal o reconhecimento das nossas parcas marcas é irrisório, não se comparam às Italianas Vibram, Geox, Prada, Gucci, Tod´s, Ermenegildo Zegna, Dolce e Gabanna etc etc… Nós nunca apostamos em criar marcas de referência, daí a falta de valor acrescentado da nossa economia…

          • Jose Mirra

            Por acaso as marcas portuguesas têm bastante projeção junto das estrelas de Hollywood. É de resto a par de algumas empresas de tecnologia recentes o que melhor representa o que por cá se faz ao nivel da boa ou até mesmo excelente qualidade. Se os texteis portugueses tivessem optado pela mesma estratégia dos fabricantes de calçado não teriam quase desaparecido. Por mim faço o que me compete tentando comprar ao máximo o qchamado “que é nosso”. Embora reconheça que por vezes e devido a ter uma carteira menos recheada não ajuda.

  • Porto

    Meu entendimento acho que devia fazer um aeroporto novo e acabar com a Portela e Montijo tinha o maior investimento inicial mas as despesas de manutenção seriam menores

  • Mário

    Sinceramente acho que seria melhor construir um mega aeroporto no atlântico, de preferência no centro geográfico entre Portugal continental e insular, desta forma serviria todo o território nacional.
    Os passageiros,a bagagem e as cargas teleportavam-se directamente para os centros urbanos de destino para beneficiar o potencial turístico das várias regiões do país.
    Utilizaríamos dinheiro virtual para o construir e depois de estar a funcionar criamos um vírus informático para apagar permanentemente todos os registos relativos a esse dinheiro virtual.

    • Lord Farquaad

      Vai trabalhar vagabundo, nem piada tens…

  • Mário

    É claro que vamos ter que gastar dinheiro.
    Sim, não temos, logo convém não ter que pedir muito, certo?

  • Arauta Maria

    O Aeroporto de via continuar a chamar-se Portela !

  • Paulo Afonso

    A TAP tem encomenda de A380? Quando começa a chegar as novas encomendas? Os A340 já são bem velhinhos…

  • Jorge Costa

    “terá de ser feito um estudo sobre os percursos das aves no rio Tejo na Área Metropolitana de Lisboa, para certificar que não colidem com as rotas dos aviões., o que poderá colocar em questão a segurança de passageiros e residentes” Pois, pois nas suas deslocações, as aves utilizam auto-estradas, com barreiras e obedecem a semáforos que dão prioridade aos aviões. Assim sendo, o estudo só tem que utilizar o google maps, para sinalizar as auto estradas que as aves utilizam e os semáforos que dão prioridade aos aviões. Como vêem, é um estudo muito rápido, fácil e económico, depois, é só bola para a frente e fé em Deus, que, se todos nos portarmos muito bem e os governos rezarem muito (não vale ficarem com um terço) protegerá os tais ditos passageiros e residentes. Há falta de melhor, tal como o Hudson, resta o Tejo para amaragens de emergência.