A cooperação entre o Reino Unido e Portugal nas artes, educação e ciência, é uma tradição centenária que nos esforçamos intensamente por manter e desenvolver.

As artes e o património nunca foram tão importantes para as relações culturais internacionais. O intercâmbio cultural tem a capacidade de impulsionar o desenvolvimento económico e social, fortalecer os relacionamentos e criar oportunidades. E o acesso e a exposição à oferta cultural diversificada do Reino Unido têm, ao longo dos anos, criado oportunidades e servido de inspiração para artistas portugueses.

Uma demonstração colorida, visualmente forte e diversificada deste intercâmbio é a exposição “Pós-Pop. Fora do lugar-comum”, patente na Galeria Principal da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que apresenta mais de 200 obras de artistas portugueses e britânicos realizadas entre 1965 e 1975. Nomes fundamentais do panorama artístico britânico, como Allen Jones, Patrick Caulfield e Jeremy Moon, expõem ao lado de portugueses de renome como Teresa Magalhães, Ruy Leitão, Fátima Vaz e João Cutileiro, entre muitos outros.

A cooperação entre o Reino Unido e Portugal nas artes, educação e ciência, é uma tradição centenária que nos esforçamos intensamente por manter e desenvolver. Este ano de 2018 é particularmente especial, pois celebramos os 80 anos do British Council em Portugal, bem como os 80 anos da Colecção de Arte do British Council, assinalados com uma série de obras de arte desta colecção presentes na exposição “Pós-Pop”. O British Council, em conformidade com o seu compromisso com a educação, acessibilidade e inclusão, trabalhou em estreita colaboração com a Gulbenkian para lançar um programa de educação envolvente de visitas guiadas/oficinas em inglês destinadas a grupos escolares (“Arte viva! 1, 2, 3”), bem como visitas guiadas com audiodescrição para pessoas com deficiência visual.

O sector das galerias de arte e museus no Reino Unido é um dos mais antigos, mais arrojados e mais diversificados do género. Graças ao investimento em novas instituições e a um programa de renovação das já existentes, o sector está agora a atravessar um período áureo, com um número crescente de visitantes, excelentes instalações com um design inovador, executadas com excelência e programadas com imaginação.

Essas organizações têm investido fortemente na diversificação dos seus programas e na melhoria da experiência dos visitantes, sendo o Reino Unido agora reconhecido como líder mundial num amplo leque de competências, desde eventos educacionais e políticas voltadas para a família, passando por públicos com necessidades especiais, até programas de interacção e desenvolvimento de audiências, alcance digital e boa governança.

Acredito que a arte tem o poder de transformar.  Do desenvolvimento de competências ao envolvimento em projectos sustentáveis, devemos cultivar relacionamentos duradouros com as pessoas e os lugares para deixar um legado positivo e duradouro, digno de nossa rica história de cooperação e colaboração.

A autora escreve de acordo com a antiga ortografia.




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