62 mortos, 62 feridos e mais 10 pessoas retiradas de casa: incêndio em Pedrogão continua

Inicia-se esta segunda-feira o segundo dia de luto nacional de três pelas vítimas do incêndio. Segundo as últimas informações disponíveis, continuam quatro frentes ativas e há cerca de dois mil operacionais a combater fogos ao longo do país.

Há seis incêndios ativos em todo o país, que estão a ser combatidos por quase dois mil operacionais. O mais preocupante continua a ser o incêndio em Pedrogão Grande. Dez pessoas foram retiradas das suas casas durante a madrugada, na aldeia de Aguda, em Figueiró dos Vinhos, segundo noticia a agência Lusa.

Três das pessoas que tiveram de abandonar as habitações estavam acamadas, de acordo com informações do comandante das operações de socorro, Elísio Oliveira, no posto de comando operacional localizado na localidade de Avelar, concelho de Ansião, citadas pela Lusa.

A segurança dos habitantes está salvaguardada e as pessoas “estão perfeitamente acompanhadas e salvaguardadas”, afirmou o comandante, às 4h45. “Felizmente, temos aqui uma noite ligeiramente mais fresca que a noite anterior”.

Segundo os últimos números, 62 pessoas morreram e outras 62 ficaram feridas no incêndio, que continua a afetar os distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra. A situação “continua a ser bastante complexa”, segundo Elísio Oliveira. Os operacionais a trabalharem com as populações têm deslocado as pessoas, mas também aconselhado os moradores a ficaram nos locais em que as condições de segurança o permitem.

“É o oposto da evacuação ou da deslocação. É fácil de compreender, principalmente as pessoas idosas têm muita dificuldade em largar os seus pertences e sair de suas casas e desde que existam condições de segurança mantemo-las nesse espaço”, sublinhou o responsável dos bombeiros. Não há, segundo o comandante operacional, registo de novos danos em casas e viaturas, mas os operacionais no terreno precisam “de trabalho e de tempo para validar todas as situações”. Durante a manhã, os operacionais vão começar a realizar essa validação com a ajuda de diversas entidades.

Cumpre-se esta segunda-feira o segundo de três dias de luto nacional em memória das vítimas. O Ministério Público também já anunciou que vai abrir um inquérito criminal para determinar as causas do incêndio, que deflagrou às 13h43 de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e se alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

“Vai ser aberto um inquérito”, afirmou o procurador distrital de Coimbra, Euclides Dâmaso, acrescentando que tem ser comprovada a teoria avançada pela Polícia Judiciária (PJ), que apontou trovoadas secas como as causas do incêndio, depois de ter encontrado uma árvore atingida por um raio. “Não tenho razões para desconfiar, mas tem que ficar comprovado no inquérito”, referiu Euclides Dâmaso.

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