268. Número de incêndios bate recordes no sábado

O primeiro briefing da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) deste domingo dá conta de um número recorde de incêndios registados no dia de ontem, 268, que mobilizaram um total de 6.553 operacionais. Os mais preocupantes são os de Ferreira do Zêzere e Tomar.

Rafael Marchante/Reuters

Patrícia Gaspar, adjunta nacional de operações da ANPC, conduziu o primeiro briefing de domingo deste organismo. Durante o habitual ponto da situação, a responsável referiu que, no passado sábado, foi registado um número recorde de incêndios no país. Os 268 incêndios registados foram combatidos por 6.553 operacionais, incluindo 1762 viaturas e 103 missões de meios aéreos.

Atualmente, estão em curso, dominadas ou em vigilância, existem 510 ocorrências, que mobilizam 3.079 operacionais e 500 meios militares, declara Patrícia Gaspar, que acrescentou que o final da tarde e início da noite de sábado passado foram especialmente “complicados e difíceis” para os bombeiros que combatem estes fogos. As situações foram especialmente complicadas na zona centro, onde foram acionados o Plano Distrital de Emergência de Coimbra e os Planos Municipais de Emergência de Mirando do Corvo, Coimbra, Cantanhede e Ferreira do Zêzere.

No passado sábado foi também acionado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que garantiu existam atualmente dois módulos da unidade militar de emergência de Espanha a ajudar no combate aos incêndios. Este país irá ainda enviar para Portugal dois meios aéreos, para se juntar ao avião proveniente de Marrocos. “É um sistema de complementaridade, e que felizmente tem ajudado não só os países na Europa, mas fora da Europa também. Se houver possibilidade, virão mais meios aéreos. Toda a ajuda será bem-vinda”, declara Patrícia Gaspar.

A ANPC declara ainda que as ocorrências mais complicadas atualmente em curso são as de Mealhada, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, Tomar, Torres de Moncorvo e Louriçal do Campo, em Castelo Branco. Os incêndios mais graves são os do distrito de Santarém, em Ferreira do Zêzere e Tomar.

Questionada sobre as razões de tão elevado número de ocorrências, Patrícia Gaspar referiu à Lusa que “a culpa não é do tempo. A meteorologia não provoca incêndios florestais, dificulta o seu combate”. A responsável recordou ainda que mais de 90% das ocorrências de incêndios florestais têm intervenção humana, intencional ou negligente, sendo que ambas constituem crimes.

Patrícia Gaspar declarou ainda à agência noticiosa que este é o momento de combater os incêndios e que o apuramento da sua autoria será mais tarde, estando já no terreno as autoridades responsáveis por essa investigação.





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