140 mil medicamentos apreendidos no Aeroporto da Praia. O triplo de 2017

Em dois meses, Fevereiro e Março último, as Alfândegas confiscaram no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia, 136.950 unidades de medicamentos falsos provenientes do Senegal. É mais de três vezes o total de fármacos ilegais apreendidos durante todo o ano 2017.

Inspeções de rotina realizadas pelas Alfândegas nos meses de Fevereiro e Março deste ano, no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, Praia, resultaram na apreensão recorde de 136.950 unidades de medicamentos ilegais, com o auxílio de aparelhos scanner.

Todas essas apreensões, segundo a Direcção Nacional de Receitas do Estado (DNRE, que junta as Contribuições e Impostos e a Direcção de Alfândegas), foram feitas nas bagagens dos voos provenientes de Dakar, Senegal. Do lote de fármacos confiscados constam sobretudo medicamentos para aumentar a potência sexual como Vigera, Viga Sprays e Puregray, além de remédios para dor e anti-histamínicos (Prematin, Tetracycline, Ibuprofeno, Ampicilline, Amicilline). As embalagens vinham quase sempre dissimuladas em malas ou misturados com outros produtos alimentares.

A DNRE nota que a quantidade de remédios apreendida nos últimos dois meses “ultrapassa em triplo as apreensões realizadas durante o ano 2017, que totalizaram 45.442 (quarenta e cinco mil e quatrocentos e quarenta e dois) unidades de comprimidos”.

A DNRE informa ainda que tem em curso a materialização de algumas medidas que irão permitir às Alfândegas efetuarem rastreios, com maior precisão, para deteção de passageiros e voos de riscos. E pata tal, “as alfândegas têm sinalizado uma presença mais reforçada nas fronteiras, cumprindo com maior eficiência um dos seus importantes papéis que é impedir a entrada de produtos ilegais em Cabo Verde”, diz a DNRE em nota publicada na sua página oficial.

Além de equipar o aeroporto da Praia com um aparelho de scanner mais robusto, serão instalados equipamentos idênticos nos aeroportos do Sal e de São Vicente, bem como no porto da Boa Vista.

 






Mais notícias
PUB
PUB
PUB