InícioOpiniãoColunistas
Colunistas

A letra era para ser outra e o tom também. A 15 de janeiro de 1985, o Congresso Nacional brasileiro elegeu pela última vez um presidente de forma indireta, marcando definitivamente o fim da ditadura militar que durava desde 1964.

Há várias formas de corrupção e no Brasil tem-se combatido a corrupção com corrupção. Mas tão ou mais grave do que a corrupção económica é a corrupção do sistema de justiça democrático.

Presos na armadilha a que se armadilharam, meia dúzia de índices económicos dependentes de demasiadas variáveis, profetas confiantes nas suas profecias é um ver se avias, a saltar da carroça…

A democracia portuguesa precisa que os eleitores escolham para seus representantes personalidades que sejam referências morais inquestionáveis.

Os brasileiros, obrigados a votar, sem partidos honestos nem políticos sérios, dão poder a quem podem: ao poder judicial.

Para que se confirmem as melhores expectativas, é necessário manter o ímpeto reformista da economia: área onde politicamente mais se estagnou com a entrada em funções do novo executivo.

Portugal tem pela frente muitos desafios energéticos no futuro, nomeadamente o de conseguir, em conjunto com Espanha, que a Península Ibérica deixe de ser uma ilha.

Importa pôr fim à situação de instabilidade fiscal que por cá perdura, visto ser um travão óbvio ao investimento: este sim, um motor real do crescimento, a par das exportações.

PUB
PUB
PUB