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Sejam 64, 65 ou 80 mortos, aquelas horas trágicas de Pedrógão Grande serão sempre uma tragédia sem precedentes, pela qual as autoridades têm agora de ser julgadas.

Primeiro foi Manuel dos Santos, reputado socialista do Porto, a chamar ‘cigana’ a uma deputada igualmente socialista; depois foi o caso da PSP de Alfragide, que vai ser acusada de racismo e tortura pelo Ministério Público.

O país acordou sobressaltado com André Ventura, o candidato do PSD a Loures, para quem o principal problema daquele concelho são os ciganos que vivem do Rendimento Social de Inserção (RSI).

Ao não legislar em devido tempo, todo o sistema foi contaminado e as más práticas de gestão validadas. Resultado? O problema do crédito malparado continua por resolver, porque alguém tem de pagar a conta.

A hipocrisia política é elevada ao cubo quando os parceiros do Governo criticam publicamente, mas viabilizam medidas num exercício de distanciamento de preparação das eleições autárquicas de outubro e das próximas eleições legislativas.

Percebe-se a utilidade dos esclarecimentos do MP nos casos de maior mediatismo. O que já não pode merecer semelhante compreensão é que se torne corriqueira a dita faculdade de “esclarecimento” da opinião pública.

O que determina a Quarta Revolução Industrial não é a digitalização, mas sim a inteligência disruptiva que altera os modelos de relação com o cliente e de negócio.

António Costa deve pronunciar-se na devida altura pela imposição de sanções à Venezuela, não devendo, mais uma vez aqui, ser refém da vontade de Jerónimo de Sousa.