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Objetivo Atualidade

O processo de discussão sobre o 'sim' ou 'não' à eutanásia lembra, de novo, caso isso fosse necessário, como funciona a 'democracia à portuguesa': os partidos propõem; os seus políticos-funcionários iluminados debatem; os cidadãos ouvem e até se torna útil que digam algo para legitimar o pseudo-debate - mas, no final, esses partidos, os seus deputados, o governo de turno, obviamente, decidem.

Há duas maçonarias: a dos princípios e a dos negócios. António Arnaut foi, para além do pai do Serviço Nacional de Saúde, um homem de princípios. Morreu há pouco e deixa um grande exemplo de vida, sempre norteada pela ética, pela deontologia, pela preocupação com os outros e a construção de um Estado mais justo.

No Verão que se aproxima, com a lembrança da tragédia do ano passado a pesar sobre Portugal inteiro, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa estarão unidos para o melhor e para o pior.

As sucessivas declarações dos últimos dois dias, começando por Carlos César e continuando em João Galamba, abrindo caminho a uma abordagem ao caso de José Sócrates pelo próprio primeiro-ministro, não podem deixar de ter resultado de uma estratégia delineada. António Costa sentiu o perigo e o PS lançou-se para a imperiosa necessidade de reagir a este calvário de auto-flagelação, que envolveu ainda Manuel Pinho, Arons de Carvalho e até Ferro Rodrigues (sobre a ética associada às viagens dos deputados insulares). Fez bem.

O caso Manuel Pinho é uma nova oportunidade para constatarmos como o regime funciona.

Conheço 'jornalistas' que nunca assinaram uma notícia. Nunca ousaram fazer ou promover uma investigação séria sobre que assunto fosse. Nunca arriscaram uma incomodidade. Confesso que não tenho qualquer respeito profissional por eles, mesmo que alguns escrevam em português escorreito

O 'processo Marquês' transformado num jogo de xadrez ou futebol: o Ministério Público (MP) ataca pelo 'Correio da Manhã' (CM), José Sócrates defende-se até na SIC - e o jornalismo, algures no meio, também pode refletir

O presidente do PS, Carlos César, começa a ganhar o hábito de ver o seu nome associado a notícias socialmente embaraçosas.

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