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Objetivo Atualidade

Conheço 'jornalistas' que nunca assinaram uma notícia. Nunca ousaram fazer ou promover uma investigação séria sobre que assunto fosse. Nunca arriscaram uma incomodidade. Confesso que não tenho qualquer respeito profissional por eles, mesmo que alguns escrevam em português escorreito

O 'processo Marquês' transformado num jogo de xadrez ou futebol: o Ministério Público (MP) ataca pelo 'Correio da Manhã' (CM), José Sócrates defende-se até na SIC - e o jornalismo, algures no meio, também pode refletir

O presidente do PS, Carlos César, começa a ganhar o hábito de ver o seu nome associado a notícias socialmente embaraçosas.

Proponho um exercício: imaginemos que o comentário "o CDS até tem um dirigente gay! Ai que moderno que ele é!" não tinha sido proferido por Fernando Rosas.

Assunção Cristas fez o CDS subir no País nas últimas eleições autárquicas, nomeadamente em Lisboa, mas isso não impediu que o congresso do partido, realizado em Lamego, a reconduzisse em baixa com números mais europeus: passou dos quase 96% de há dois anos para pouco mais de 89%

Quem aprecia os jogos políticos, partidários e pessoais só pode ter ficado desiludido com o discurso final de Rui Rio no Congresso. O novo presidente do PSD não perdeu tempo com as incidências do conclave, de Montenegro a Ilina, nem comentou o resultado das listas.

Os congressos dos partidos não são retiros nos quais se deva procurar tempo para refletir. Pensar, para quem quer e pode, é antes. Ali, vai-se, como aos restaurantes da moda, para ver e ser visto - e, com sorte, para sair de lá com a glória do nome nas listas.

Primeiro, o tributo ao passado recente. O elogio a Pedro Passos Coelho. Ouvindo-o falar assim, poucos devem ter sido os "companheiros" presentes na sala que se devem ter lembrado das várias críticas, explícitas e implícitas, ao ex-líder no passado recente.