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Especial Angola

Os resultados oficiais das eleições em Angola serão divulgados este domingo e João Lourenço deverá tornar-se presidente do país. Diminuição do apoio popular, crise económica devido à dependência ao petróleo, crise de divisas e um setor financeiro deficiente são algumas das questões com que o novo chefe de Estado terá de lidar.

UNITA e coligação CASA-CE pediram a invalidação dos resultados provisórios das eleições gerais de 23 de agosto. Comissão Nacional de Eleições considerou "extemporâneos" estes pedidos.

Consultora BMI Research estima esta segunda-feira que a produção de petróleo em Angola deve abrandar a curto prazo este ano, para uma média de 1,69 milhões de barris por dia, abaixo dos 1,74 milhões do ano passado.

Uma nova atualização dos dados provisórios das eleições gerais em Angola, divulgada pela Comissão Nacional Eleitoral, volta a dar vitória ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), com 61,7% dos votos.

"O que se pretende na realidade é permitir ao Estado angariar mais recursos através da tributação em moeda externa, reduzindo assim a pressão sobre a balança de pagamentos e a realização da despesa no estrangeiro", explica o ministro das Finanças angolano.

O líder da UNITA Isaías Samakuya, afirma, em entrevista à TSF, não reconhecer a anunciada vitória do MPLA, chegando mesmo a admitir impugnar as eleições. Mas não coloca de parte uma coligação.

Quase 10 milhões de eleitores estão, aos olhos da Constituição angolana, em condições de votar para escolher o próximo presidente, depois de 38 anos de José Eduardo dos Santos no poder. As sondagens indicam que João Lourenço será o escolhido.

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) diz que as eleições gerais a decorrerem esta quarta-feira no país estão a ser um motivo de "orgulho" para Angola, pelo "civismo e respeito pela diferença".

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