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Madeira Opinião

Agora e por mais justificações que procurem dar, o que o PS-M não pode é fazer o que fez, aprovar, na Comissão Permanente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, a atribuição pelo Governo Regional da Medalha de Mérito, a mais elevada e cobiçada distinção autonómica, a Alberto João Jardim, ainda para mais quando o fazem por mero tacitismo político, a ver, porventura, se com esta vil aquiescência, reveladora de total ausência de coluna vertebral, conseguem capitalizar votos jardinistas em 2019, tal e qual estão os social-democratas a fazer, mas têm esse direito porque o ex-presidente do Governo Regional é do seu partido.

Afirma quem sabe que, o rácio dos benefícios pagos pela Segurança Social versus as contribuições pagas pelos contribuintes, é claramente superior para os benefícios atribuídos. Chegados aqui, haverá quem diga, tem mesmo que ser assim, por isso é que é um sistema social. Impõe-se então a pergunta fatal, e quem paga a diferença?

Nunca houve tanta evolução e progresso em todas as áreas da existência e da ciência, nunca se produziu tanta riqueza nem nunca houve tanta gente rica como agora e também é verdade que vivemos todos mais tempo e vamos quase todos tendo acesso ao que nunca tivemos, mesmo nos confins do mundo.

É fundamental que a Comissão considere o enorme volume de regressados da Venezuela, com particular incidência na Madeira, a um estatuto similar ao de refugiados.

Num horizonte de 10 a 15 anos, só o CINM – Centro Internacional de Negócios da Madeira poderá dar à economia madeirense as condições de estabilidade e resiliência que precisa quanto à atracção de investimento directo estrangeiro, criação de emprego. qualificado e geração de receita fiscal.

Mas há algo muito deprimente em ficar parado a observar e remar na direção do inconveniente por comodismo. O que faz mexer o mundo é a alegria, a paixão e a ação gerada pela energia positiva. Não é uma penitência reduzir o lixo. Trata-se apenas de começar a viver de forma mais consciente. E como qualquer início exige treino, o trabalho pode ser feito por etapas.

É verdade que se tem assistido a um conjunto de soluções pontuais, tipo “penso rápido”, avançadas pela tutela, sobretudo quando as várias lacunas são sinalizadas e denunciadas na comunicação social, mas que em termos estruturais não têm sido suficientes para a crescente procura de cuidados de saúde, o que requer per si, um debate profundo em torno desta problemática regional, de modo a esclarecer se as causas são só financeiras, ou também organizacionais ou de planeamento e gestão.

Esta proposta de desenvolvimento assenta particularmente bem às Regiões Ultraperiféricas Europeias (Rups), como o caso da Região Autónoma da Madeira. De facto, as Rups têm características que tornam a cooperação entre as universidades, as empresas e o governo uma estratégia de particular interesse. Por um lado, esta trilogia pode minimizar algumas insuficiências mais marcantes destas economias ultraperiféricas, designadamente: pequena dimensão; escassez de quadros superiores; insuficiência organizacional; e, mais grave, a subcapitalização e dependência externa dos diversos setores de atividade.

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