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Madeira Opinião

O exercício de reivindicação dos meus direitos, nunca pode ou nunca deveria colocar em causa os direitos dos restantes cidadãos. Dir-me-ão, tal acontece frequentemente. É normal. É a Lei. Pois, mude-se a Lei. Haja coragem política para isso.

À primeira vista, dir-se-ia que a primeira sessão dos “Estados Gerais “do PS-M foi um sucesso, mas só assim pode pensar ou isso afirmar quem se ficar pelas profusamente gordas das parangonas e não souber separar o trigo do joio nem saber que frutos há secos e pecos, por dentro, por mais que a casca reluza, e for enganado pelo muito palavreado que foi dito.

Os temas verdadeiramente importantes para a sociedade portuguesa e que são determinantes para o futuro e qualidade de vida dos nossos filhos e netos permanecem teimosamente fora da discussão pública, por razões que acredito serem sobretudo falta de coragem política.

Sabe-se que muitas vezes é antes de chegar aos tribunais que a opacidade judicial vence, com processos arquivados, prazos que estranhamente não se cumprem e erros processuais convenientes que impedem que os suspeitos se possam defender, e que sejam de forma transparente considerados culpados ou inocentes.

Em função dessas políticas substancialmente diferentes no Norte e Sul da Europa, o orçamento por pessoa para a cultura no Sul da Europa é, ainda hoje, um sétimo do Norte do continente.

Os docentes demonstraram grande profissionalismo quando sentiram na pele os enormes cortes ao longo de vários anos, mas estão exaustos. A agravar tudo isto está o sentimento de injustiça pela discriminação em relação à Função Pública em geral, já que os docentes são dos poucos profissionais que ainda não sentiram qualquer efeito do descongelamento iniciado em janeiro deste ano e, muito menos, da recuperação do tempo de serviço dos períodos do congelamento.

A este facto não é alheio a falta de meios técnicos e humanos, o que aliás é transversal a todas as áreas do SRS, e enquanto isto temos milhares de utentes em listas de espera na nossa Região, com as implicações que isso comporta, no que concerne à sua qualidade de vida e bem-estar, e até à própria sobrevivência.

Uma coisa é certa, por mais que os deputados tenham legitimidade para suscitar e legislar, também não acharia mal – teria sido bem melhor - que a opção tivesse sido o referendo, por mais azo e populismo e demagogias que isso fosse suscitar.

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