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O antigo procurador afirmou em tribunal que não pensava ser preso e retirou dados do processo sobre Manuel Vicente para que não fossem conhecidos pelos jornalistas.

O ex-procurador Orlando Figueira alertou hoje que as relações entre Portugal e Angola estão toldadas porque se colocou o ex-vice-presidente de Angola na Operação Fizz quando o arguido devia ser o presidente do Banco Privado Atlântico (BPA), Carlos Silva.

Em resposta à carta rogatória enviada pelo presidente do coletivo de juízes, Alfredo Costa, no âmbito da Operação Fizz, Angola garante que está disponível para receber o processo em causa.

A primeira sessão de julgamento do antigo vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, arrancou esta segunda-feira no Campus da Justiça. Este processo ameaça as relações diplomáticas entre Portugal e Angola.

A procuradora alegou que o procurador Orlando Figueira, arguido neste processo, está há mais de dois anos com medida privativa da liberdade (pulseira eletrónica).

O advogado Rui Patrício reafirmou que Manuel Vicente não foi notificado da acusação neste processo e nem sequer chegou a ser constituído arguido. Já o procurador Orlando Figueira, também arguido no caso, afirmou à entrada do tribunal que vai prestar declarações para provar a sua inocência.

O julgamento do processo arranca esta segunda-feira, dia 22, mas o ex-governante angolano pode nunca vir a responder à justiça portuguesa.

O ex-Vice-Presidente angolano, acusado de corrupção ativa e branqueamento de capitais, não vai estar presente na audiência, já que a defesa do antigo número dois do governo de Luanda, presidente da Sonangol à altura dos factos que lhe são imputados, pediu a separação dos vários processos em causa.