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Radar Económico

O BCE ainda não deu detalhes sobre o phasing-out do programa de estímulos, mas os dados recentes da inflação e do emprego não chegam para fazer inversão de marcha. Por agora há demasiados ‘ses’ para haver certeza de que a meta estatutária será cumprida.

O caminho seguido preocupa, à primeira vista. Mas o que vai contar é como vamos chegar ao final do ano, melhor que a expectativa.

A dívida pública passou de 242,8 mil milhões de euros para 249,2 mil milhões entre Janeiro e Julho deste ano.

Há uma narrativa muito popular na história económica americana. Esta narrativa diz que a partir dos anos 80 a Administração Reagan vergou os sindicatos, privatizou serviços, desregulou drasticamente uma parte significativa da actividade económica, cortou impostos e libertou as forças do espartilho do Estado as forças da concorrência e competição que estão na base do crescimento económico.

Tudo na economia portuguesa parece mostrar que a austeridade são tempos passados e que atingimos a bonança, depois da tempestade. Uma boa altura para vermos alguns factos inconvenientes, até porque continua a não haver milagres em economia.

O Banco de Portugal revelou esta semana que Portugal voltou a registar défices nas contas externas no primeiro semestre do ano. É verdade, mas há uma boa explicação para isso.

A maior agência de viagens online da Europa registou um aumento da receita nos três últimos meses. Apesar do crescimento de 1% face a período homólogo de 2016, o rendimento líquido apresenta perdas de 6,9 milhões.

A economia travou a fundo no segundo trimestre, mas a dinâmica da atividade é suficientemente boa para assegurar um crescimento acima dos 2% em 2017 e repetir a melhor marca desde 2000 (2,5% em 2007).