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Radar Económico

Quando olhamos para os grandes números da economia, a influência das decisões políticas parece ser quase irrelevante.

A estagnação de rendimentos da classe média provoca um aceso debate político nos EUA. Mas, quando os números parecem demasiado estranhos, não devemos ter medo de fazer a pergunta: estarão as estatísticas erradas?

O Estado português paga uma taxa de juro real pouco superior a 1% para contrair empréstimos de longo prazo. Será assim tão difícil encontrar projetos com uma rentabilidade superior?

O ritmo mais alto desde que Portugal saiu da recessão acontece ao mesmo tempo que a recuperação do emprego ganha força e que o investimento dá sinais vida. O que está está acontecer, afinal?

Como é habitual, as previsões de Primavera da Comissão Europeia, publicadas na semana passada, foram notícia sobretudo pelo que nos dizem acerca de Portugal.

O BCE cortou as compras de dívida portuguesa para o valor mais baixo de sempre, mas os juros das obrigações continuaram a cair. Esquizofrenia?

Não é comum, mas acontece: por vezes, os economistas estão mesmo de acordo uns com os outros. E mesmo que o tema em questão também seja bastante propício a este tipo de consenso, vale a pena assinalar o momento.

O relatório sobre a sustentabilidade da dívida pública põe em cima da mesa uma reestruturação ‘soft’, dependente do acordo dos credores, sem explicar como o conseguir. Não é fácil convencer ninguém a perder dinheiro a troco de nada.